Ex-espião e filha eram vigiados pelas informações militares russas

O Governo britânico afirmou que, em 2013, as contas de Yulia Skripal foram visadas por ciber-especialistas russos

O ex-agente russo, Sergei Skripal, e a sua filha, Yulia, envenenados com um agente neurotóxico, estavam a ser vigiados desde há, pelo menos, cinco meses pelo serviço de informação militar russo, garantiu o Governo britânico esta sexta-feira.

"Segundo as nossas informações, o interesse dos serviços de informações russos pelos Skripal remonta a pelo menos 2013, quando contas e-mail pertencentes a Yuila Skripal foram visadas por ciber-especialistas do Gru [Departamento Central de Inteligência russo]", o serviço de informação militar russo, assegurou o conselheiro britânico para a segurança nacional, Mark Sedwill, numa carta dirigida ao secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, e divulgada pela agência noticiosa Press Association esta sexta-feira.

Moscovo tem negado com insistência qualquer envolvimento no envenenamento do ex-espião.

Sergei Skripal e Yulia, foram encontrados inconscientes a 4 de março em Salisbury, no sul de Inglaterra.

Os Skripal estiveram em estado crítico durante mais de um mês, até que, na semana passada, Yulia recuperou, tendo tido alta na terça-feira, e, já esta semana, Serguei Skripal saiu do estado crítico, mantendo-se hospitalizado.

O caso Skripal provocou uma crise diplomática que se traduziu numa ação coordenada inédita com a expulsão de cerca de 150 de diplomatas russos de vários países ocidentais, incluindo os EUA e dois terços dos países membros da União Europeia, e que implicou uma retaliação idêntica por parte de Moscovo.

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