Sismo de magnitude 7,5 abala México e faz pelo menos seis mortos

Sismo de magnitude 7.5 abala Cidade do México. Chegou a ser dado alerta de tsunami para as zonas costeiras de México, Guatemala, Honduras e El Salvador, mas foi retirado

Um terramoto fez tremer fortemente edifícios no centro da Cidade do México esta terça-feira, com centenas de pessoas a fugir das suas casas para as ruas depois de os alarmes da cidade terem alertado os moradores minutos antes dos tremores.

De acordo com o balanço mas recente, pelo menos seis pessoas morreram, uma das quais no município de Crucecita, na sequência da derrocada de um prédio, que também fez um ferido. O anterior balanço das autoridades mexicanas apontava para três mortos.

Este responsável informou ainda que um hospital localizado naquela zona, dedicada ao tratamento de doentes infetados com o novo coronavírus, sofreu danos "estruturais", o que obrigou à evacuação do edifício.

Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos, o sismo teve uma magnitude de 7,4, mas numa primeira instância estimou uma magnitude de 7,7. Porém, o Serviço Sismológico Nacional do México fala numa magnitude de 7,5.

O governador do estado de Oaxaca, onde foi registado o epicentro do terramoto, afirmou que até às 20:00 de terça-feira (01:00 de quarta-feira em Lisboa) uma mulher e cinco homens tinham morrido devido ao sismo.

O sismo provocou danos em meio milhar de casas, quatro escolas e dezenas de monumentos históricos.

O epicentro do terramoto foi localizado no município de Crucecita, no Estado de Oaxaca (sul do México).

Um hospital localizado naquela zona, uma unidade hospitalar dedicada ao tratamento de doentes infetados com o novo coronavírus, sofreu danos "estruturais", o que obrigou à evacuação do edifício.

Situado na interceção de três placas tectónicas, o México é um dos países do mundo mais propensos a terramotos. A capital é vista como particularmente vulnerável devido à sua localização no topo de um antigo leito de lago.

Em 2017, 471 pessoas morreram no México na sequência de três sismos (com magnitudes que oscilaram entre os 6,1 e os 8,2) que foram registados num período de poucos dias, a 7, 19 e 23 de setembro.

Tratou-se do maior desastre natural no país desde o sismo de 1985, que fez milhares de mortos na Cidade do México, capital do país.

Na sequência do forte sismo, que foi sentido em várias partes do México, o Centro de Alerta de Tsunamis do Pacífico (com sede no Havai, Estados Unidos) emitiu um alerta de tsunami para a América Central, abrangendo o sul do território mexicano e as costas da Guatemala, El Salvador e Honduras. Porém, o alerta já foi retirado.

De acordo com a informação divulgada pelo Centro de Aviso de Tsunamis do Pacífico (PTWC, na sigla inglesa), a informação disponível permite concluir que "a ameaça de tsunami na sequência do sismo já passou".Entretanto, o Presidente do México, Andrés Manuel López Obrador, apelou à população para que seja "cautelosa" perante a possibilidade de eventuais réplicas.

"Vamos continuar a pedir que ajam com cautela perante as réplicas (...) sem ficarmos ansiosos ou desesperados", afirmou o chefe de Estado mexicano, numa mensagem de vídeo divulgada a partir do Palácio Nacional.

No vídeo, segundo as agências internacionais, também é possível ver o líder mexicano a falar ao telefone com o coordenador nacional da Proteção Civil, David Leon, saudando o facto de não existirem danos.

Atualizado às 07:50

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