Sete pessoas morreram soterradas numa mina de ouro na Venezuela

Mortes de três homens e quatro mulheres ocorreram na manhã desta terça-feira, elevando para 56 o número de mineiros que morreram na sequência de deslizamentos de terra durante a extração de ouro, desde 2019

Sete pessoas morreram soterrados numa mina de ouro El Callao, no estado venezuelano de Bolívar (a 840 quilómetros a sudoeste de Caracas), avança esta quinta-feira a imprensa local.

Segundo o diário Correo del Caroní, as mortes, de três homens e quatro mulheres, ocorreram na manhã de terça-feira, elevando para 56 o número de mineiros que morreram na sequência de deslizamentos de terra durante a extração de ouro, desde 2019.

"Quando as autoridades chegaram ao local, já os familiares das vítimas tinham retirado os corpos e levado para o Centro Hospitalar Centinela Juan Germán Roscio", explica o jornal.

O diário adianta que, além das vítimas mortais, há a registar, nos últimos 18 meses, 167 mineiros que sofreram acidentes relacionados com deslizamentos de terra.

Os mineiros têm ainda de enfrentar a "violência armada, dentro dos territórios das minas" venezuelanas, provocada por "grupos que disputam o controlo das jazidas", além de que a maioria destes trabalhadores se sujeita "a condições inseguras e sem proteção laboral".

"Há cada vez mais pessoas que procuram as jazidas de ouro para sobreviver à crise económica na Venezuela, inclusive desde antes da pandemia de covid-19. Os mineiros procuram ouro para vender às companhias do Estado, que têm plena consciência do contexto em que o material é extraído", afirma o Correo del Caroní.

Em declarações ao jornal, a advogada de direitos laborais Jacqueline Ritcher refere que "o Estado venezuelano deve reparar os danos e assumir as indemnizações correspondentes aos acidentes laborais e sancionar as empresas por terem trabalhadores a trabalhar em condições inseguras, independentemente de estarem ou não na folha de pagamentos".

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