Sete meses após a morte do senador, Trump continua a atacar John McCain

Em causa está um dossiê com informação sobre o alegado conluio entre Donald Trump e a Rússia. Segundo a Fox News, McCain terá tido um papel importante na sua divulgação

"Nunca ninguém vai gostar de si da mesma maneira que gostavam do meu pai... gostava de ter tido mais sábados com ele. Talvez devesse fazer o mesmo e passar mais sábados com a família em vez de no Twitter, obcecado com o meu pai". Esta é a reação da filha de John McCain, que este fim de semana esteve na mira do presidente dos EUA. Não foi só no sábado que Meghan McCain teve de ler as acusações de Donald Trump no Twitter, dirigidas contra o senador republicano, quase sete meses após a sua morte devido a um tumor no cérebro.

Em causa está um dossiê sobre o alegado conluio entre o presidente norte-americano e a Rússia e o papel que McCain terá tido na sua divulgação. Na rede social, Donald Trump citou Ken Starr, que foi o seu conselheiro de segurança nacional, num programa da Fox News. Na estação de televisão, Starr referiu-se a relatos que davam conta de que um assistente de McCain terá partilhado com a comunicação social partes da informação que constava no dossiê. Afirmou mesmo que a situação representava "uma nódoa" na carreira do republicano, que morreu em agosto do ano passado.

Trump aproveitou a "boleia" de Starr e, no sábado, escreveu na rede social que McCain tinha "nódoas" bem piores no seu percurso político, tendo dado o exemplo do "polegar para baixo", que significou o voto decisivo que travou os esforços do presidente Trump de revogar a reforma da saúde de Obama, um dos momentos marcantes da carreira de McCain. Uma publicação que motivou a resposta da filha do senador.

O presidente norte-americano não se ficou por aqui e este domingo voltou ao Twitter para escrever contra John McCain ao afirmar que entregou um dossiê "falso" ao FBI e à comunicação social. Acusou-o ainda de "trabalhar com os democratas".

O dossiê a que Donald Trump se refere foi compilado pelo ex-espião britânico Christopher Steele e que, segundo o presidente norte-americano, foi "pago pela corrupta Hillary Clinton e pelos democratas", que foi publicado pelo site BuzzFeed.

Ainda no Twitter, Trump referiu-se a McCain como tendo sido "o último da sua classe" na Academia Naval dos EUA. Uma afirmação incorreta, assegura o The Washington Post. O jornal afirma que McCain, afinal, foi o quinto da sua classe.

Escreve ainda a publicação que não há evidências que o senador divulgou parte da informação do dossier aos media, apenas que o entregou ao FBI

De acordo com o Washington Post, Meghan McCain voltou a reagir com uma publicação na rede social, que entretanto terá sido apagada: "o meu pai vive de graça na sua cabeça".

Há já um historial de críticas de Trump a McCain, tendo o presidente norte-americano escrito no Twitter, claro está, que o senador era considerado um herói de guerra "porque foi capturado".

"Eu gosto de pessoas que não foram capturadas", escreveu Trump, que alegou ter bicos de papagaio nos pés para se livrar do serviço militar no Vietname.

Mais Notícias

Outras Notícias GMG