Sete aviões civis já foram abatidos por mísseis nos últimos 50 anos

Nos últimos 50 anos, pelo menos sete aviões foram derrubados por mísseis, por acidente ou por confusão com alvos. O Boeing 737 da companhia aérea Ukrainian Airlines, com 176 pessoas a bordo, foi o último deles.

Pelo menos sete aviões civis foram abatidos, ao longo dos últimos 50 anos, por mísseis lançados por acidente ou por confusão de alvos. O erro admitido este sábado pelo Irão, que abateu acidentalmente o Boeing 737 da Ukrainian Airlines, tem precedentes registados desde os anos 70 do século passado.

21 de fevereiro de 1973
Um Boeing 727 da companhia aérea Arab Airline, que fazia a ligação Tripoli-Cairo é abatido por um caça israelita sobre o deserto do Sinai. Das 112 pessoas a bordo, 108 morreram. O Boeing, que tinha sido desviado, foi intercetado na península do Sinai, na altura ocupada por Israel. Segundo as autoridades, o avião tinha-se recusado a aterrar.

Noite de 31 de agosto para 1 de setembro de 1983
Um Boeing 747 da Korean Air Lines, da Coreia do Sul, foi abatido por um caça soviético sobre a ilha de Sacalina, depois de se ter desviado da rota. Todos os 269 passageiros e tripulantes morreram. Moscovo só reconheceu responsabilidade cinco dias depois, sob pressão internacional e após uma condenação do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

3 de julho de 1988
Um Airbus A-300 da companhia aérea nacional Iran Air, que fazia a ligação entre Bandar-Abbas e o Dubai (Emirados Árabes Unidos), foi abatido, após a descolagem, por dois mísseis lançados por um navio norte-americano que patrulhava o Estreito de Ormuz. Morreram 290 pessoas. A tripulação do USS Vincennes afirmou ter confundido o Airbus com um caça iraniano com intenções hostis. Os EUA tiveram de pagar 91,5 milhões de euros a Teerão como compensação.

4 de outubro de 2001
Um Tupolev-154 da companhia russa Sibir, que fazia a ligação Telavive-Novosibirsk, no oeste da Sibéria, explodiu enquanto sobrevoava o Mar Negro, a menos de 300 km da costa da Crimeia (sul de Ucrânia). Morreram 78 pessoas, a maioria das quais israelitas. Uma semana depois, Kiev reconheceu que o desastre foi consequência do disparo acidental de um míssil ucraniano.

23 de março de 2007
Um Ilyushin pertencente a uma companhia aérea bielorrussa foi atingido por um míssil após descolar da capital somali, Mogadíscio, em plena guerra civil, tendo morrido 11 pessoas. O avião levava engenheiros e técnicos da Bielorrússia que iam reparar outro avião, atingido por um míssil duas semanas antes.

17 de julho de 2014
Um Boeing 777 da Malaysia Airlines, que fazia a rota Amsterdão-Kuala Lumpur (voo MH17), com 298 pessoas a bordo (196 eram holandeses), foi abatido perto de Donetsk, no leste da Ucrânia, região dilacerada por conflitos armados e controlada por separatistas pró-russos. Não houve sobreviventes. Investigadores internacionais estabeleceram, em maio de 2018, que o avião foi abatido por um míssil de produção soviética, proveniente da 53ª brigada antiaérea russa com sede em Kursk, no sudoeste da Rússia.

8 de janeiro de 2020
Um Boeing 737 da companhia aérea Ukrainian International Airlines que descolou de Teerão com destino a Kiev, despenhou-se dois minutos após a descolagem nos arredores da capital iraniana. Morreram as 176 pessoas a bordo. O Irão negou durante vários dias a responsabilidade pelo acidente, mas acabou por admitir que o acidente foi causado por um míssil iraniano.

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