Sessenta e sete pessoas vão ser julgadas no Egito pela morte do procurador-geral

O procurador-geral, de 65 anos, morreu em 2014 num atentado cujo autoria nunca foi reivindicada

Sessenta e sete pessoas vão ser julgadas devido ao assassínio, em junho de 2015, do procurador-geral do Egito, indicou no domingo o Ministério Público, em comunicado.

A 29 de junho de 2015, uma viatura armadilhada explodiu no Cairo à passagem da comitiva de Hicham Barakat, o mais alto magistrado egípcio.

O procurador-geral, de 65 anos, ficou gravemente ferido e morreu no hospital na sequência do atentado, cuja autoria nunca foi reivindicada.

A investigação, segundo o Ministério Público, mostrou que os suspeitos eram membros da Irmandade Muçulmana -- organização islamita banida e decreta "terrorista" em dezembro de 2013 -- que "conspiraram" com ativistas do Hamas, movimento islamita palestiniano que controla a Faixa de Gaza, fronteiriça do Egito.

Alguns "foram treinados em campos do Hamas" para fabricar bombas e lançar atentados "para criar o caos e a instabilidade", refere o comunicado do Ministério Público, que não indica quando terá início o julgamento.

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