Sean Penn: "Muito do espírito do #MeToo é dividir homens e mulheres"

O ator norte-americano criticou movimento de denúncia a assédio sexual

Já não é a primeira vez, mas desta vez Sean Penn foi mais duro nas críticas ao movimento #MeToo, dizendo que só serve para "dividir homens e mulheres".

Em entrevista ao programa Today, da NBC, o ator disse que "o movimento foi em grande parte suportado por um tipo de recetáculo de lascivo". Os apresentadores questionaram Penn sobre o que queria dizer com isso e ele explicou: "Lascivo porque nesse caso é um movimento que é apoiado por uma série de muitos acusadores individuais, vítimas e acusações, algumas sem fundamento".

Já em maio, em entrevista ao Guardian, Penn classificou o #MeToo como um movimento "não intelectualmente honesto", "liderado por obsessão" e cheio de "auto-engrandecimento". Agora foi ainda mais longe.

Para Penn, "o espírito de muito do que tem sido o movimento #MeToo é dividir homens e mulheres". E que ele não é homem de ir atrás das tendências: "Sou muito desconfiado de um movimento que se agita com grande estridência e raiva (...) Acho que é muito preto e branco. Na maioria das coisas que são importantes, é muito bom desacelerar."

Após os comentários, o ator vencedor de dois Óscares foi muito criticado em redes sociais. Alguns dos comentários fazem mesmo referência aos supostos maus-tratos físicos que causou a Madonna durante o casamento - a diva do pop, que agora viive em lisboa, já negou ter sido agredida.

A coprotagonista da mais recente série do ator de 58 anos (The First, na plataforma Hulu), Natascha McElhone, havia dito que acreditava que os personagens femininos de The First foram influenciados pelo movimento #MeToo, mas Penn não quer acreditar nisso: "Eu gostaria de pensar que nada disso foi influenciado por o que eles chamam de movimento #MeToo."

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