Hillary Clinton clama vitória no Iowa. Sanders ameaça contestar resultados

Com 99,9% dos recintos eleitorais escrutinados, Clinton contava com 49,9% dos apoios democratas, enquanto Sanders tinha 49,6%

Falta a confirmação oficial, mas Hillary Clinton já clamou vitória nos caucus do Iowa. Num comunicado, a campanha da ex-primeira dama garante "não há qualquer incerteza e a secretária Clinton venceu claramente o maior número de delegados nacionais e estaduais".

O senador norte-americano Bernie Sanders afirmou, esta noite, ter conseguido um "empate virtual" com a sua rival e favorita à nomeação democrata à Casa Branca, Hillary Clinton, no 'caucus' do Iowa. Já no avião que o leva ao New Hampshire, onde se realizam primárias no dia 9, o autodenominado socialista democrático garantiu que o resultado nos caucus do Iowa "lançou" a sua campanha. À AP, o senador do Vermont explicou ainda que este é "um passo de gigante" e admite contestar os resultados em algumas assembleias onde a vitória foi decidida lançando uma moeda ao ar.

Com 99,9% dos recintos eleitorais escrutinados, Clinton contava com 49,9% dos apoios, enquanto Sanders tinha 49,6%, um empate na disputa em Iowa que coloca Sanders na corrida à nomeação como candidato do Partido Democrata nas eleições presidenciais dos EUA deste ano.

A primeira baixa: O'Malley

"Quero felicitar a secretária Clinton e a sua organização pela sua vigorosa campanha, bem como o governador O'Malley", disse Sanders, dirigindo-se aos seus simpatizantes após conhecidos os resultados. O ex-governador de Maryland O'Malley anunciou entretanto a sua retirada da corrida à Casa Branca esta noite ao obter menos de 1% dos apoios.

"Quando penso no que aconteceu esta noite, penso que as pessoas de Iowa mandaram uma mensagem muito profunda ao 'establishment' político, económico e mediático. É demasiado tarde para as políticas e a economia do 'establishment'", afirmou Sanders.

O senador independente voltou a colocar a desigualdade económica no centro do debate eleitoral e também se referiu aos restantes assuntos que têm guiado a sua agenda política, como o direito ao acesso gratuito ao ensino superior e à saúde, a regulação de Wall Street e a alteração do sistema de financiamento das campanhas políticas nos Estados Unidos.

"Não podemos continuar a ter um sistema de financiamento de campanhas corrupto", lamentou Sanders, ao recordar a influência que as grandes fortunas têm na vida política norte-americana.

"Recebemos nesta campanha 3,5 milhões de contribuições. A contribuição média foi de 27 dólares, não representamos os interesses da classe milionária, de Wall Street. Não queremos o dinheiro deles", afirmou, defendendo o seu modelo de campanha, assente em donativos de pequenos contribuintes particulares.

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