Sánchez chama Patxi. Díaz de fora da direção do PSOE

Socialistas reúnem-se em congresso neste fim de semana. Secretário-geral afirma que o seu objetivo é conseguir uma maioria que afaste Mariano Rajoy e o PP do governo

Patxi López, um dos candidatos derrotados nas primárias do PSOE, aceitou a proposta do secretário--geral Pedro Sánchez para fazer parte da direção do partido que sairá do congresso deste fim de semana. O basco ficará encarregado da Secretaria da Política Federal do PSOE, um dos postos-chave da comissão executiva.

O convite terá sido feito na semana passada por Sánchez e aceite entretanto por Patxi, um sim que não surpreende, apesar de terem sido adversários nas primárias. O alinhamento político entre Patxi e Sánchez durou toda a primeira liderança do agora reeleito secretário--geral. Fez parte da comissão executiva desde o início, votou ao lado do líder no comité federal de 1 de outubro a favor de um congresso extraordinário imediato e na reunião seguinte, já após a demissão de Sánchez, fez parte dos 41% que se mostraram contra a abstenção à investidura de Mariano Rajoy. O caminho de ambos só se apartou quando Sánchez renunciou ao seu mandato de deputado para não quebrar a disciplina de voto e Patxi López acabou por se abster.

Já Susana Díaz, a presidente da Andaluzia e a grande adversária interna de Pedro Sánchez, foi afastada da presidência do Conselho Territorial, cargo que ocupava desde 2014 e que agora foi entregue pelo secretário-geral a Guillermo Fernández-Vara, o líder do governo da Extremadura e um dos apoiantes da andaluz nas primárias.

Ontem, Díaz, afirmou que o PSOE-A, que também lidera, irá ao congresso do partido deste fim de semana "para ajudar como sempre". Sobre os nomes da nova direção de Sánchez, a andaluza afirmou que "o meu secretário-geral, o meu companheiro Pedro, tem a liberdade para rodear-se dos companheiros e companheiras que deseja".

Num artigo de opinião publicado ontem no El Mundo, e intitulado "PSOE sempre à altura", Pedro Sánchez avança qual é a sua estratégia para o partido após a moção de censura ao governo de Mariano Rajoy apresentada nesta semana pelo Podemos (ver texto ao lado), afirmando que irá esforçar-se "para conseguir o quanto antes uma ampla maioria parlamentar no Congresso que destitua o PP do governo. Mas se continuarem os vetos procurarei decididamente esse apoio maioritário nas urnas".

O secretário-geral do Podemos, Pablo Iglesias, e Sánchez combinaram ontem conversar na próxima semana, após o congresso dos socialistas, para tentar uma concertação das posições dos dois partidos para alcançar uma maioria que derrote Rajoy.

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