Sánchez acredita que a vacina contra a covid-19 pode estar disponível em maio

O primeiro-ministro espanhol estima que dentro de seis meses haverá uma vacina contra a covid-19, mas até lá, enfatizou, é preciso que haja "disciplina coletiva" no combate à pandemia.

A desejada vacina contra a covid-19 pode chegar dentro de seis meses, assim espera o primeiro-ministro espanhol. Pedro Sánchez acredita que no final do estado de emergência - em vigor há duas semanas e que se estende até 9 de maio -, o país deverá ter pronta a campanha de vacinação contra o novo coronavírus pronta. "As novas vacinas podem estar estar prontas nessa altura, acompanhando a mudança de estação, o que nos vai ajudar a recuperar progressivamente a ansiada normalidade."

Mas até maio o país tem pela frente um duro combate contra a covid-19 e, nesse sentido, o líder do executivo espanhol fez um novo apelo ao cumprimento das regras sanitárias para "derrotar" o SARS-CoV-2. "Enquanto isso, temos seis meses em que precisamos da mesma disciplina coletiva que mostrámos na primeira onda", pediu. Sánchez defende com a responsabilidade de todos os cidadãos o país tem a base, conhecimentos e recursos "para superar as outras duas emergências além da saúde: a económica e a social".

O governo espanhol definiu uma "meta ambiciosa" neste combate, como o próprio primeiro-ministro admitiu em Valência, durante a apresentação do Plano de Recuperação, Transformação e Resiliência da economia espanhola. Pretende nos próximos seis meses, em que vigora o estado de emergência, reduzir a incidência do vírus a 25 contágios por cada cem mil habitantes a 14 dias. Sánchez afirmou que o objetivo é "dobrar" a curva epidemiológica que tem estado a crescer com o aumento de infeções.

Espanha regista o número diário de mortes mais elevado da segunda vaga da covid-19

Sánchez afirmou que o novo coronavírus, que causa a doença covid-19, não escolhe ideologias nem fronteiras e reconheceu que esta segunda vaga de infeções tem características diferentes face à primeira. Afirmou que se tem de adequar a resposta à pandemia tendo em conta as novas circunstâncias e defendeu que é por isso que existe uma estratégia nacional, elaborada pelo Conselho Interterritorial de Saúde espanhol.

E no dia em que o primeiro-ministro espanhol apela à disciplina coletiva para "derrotar" o novo coronavírus, o país regista um novo máximo no número diários de mortes por covid-19. O Ministério de Saúde indica que Espanha confirmou 21 908 casos e 368 óbitos, o número diário de mortes mais elevado da segunda vaga.

Ao dia de hoje, a incidência acumulada é de 527 casos por cada cem mil habitantes nos últimos 14 dias. Navarra, Melilla e Aragão estão acima dos mil, refere o El Mundo. Dados que comprovam o quanto é "ambiciosa" a meta de Sánchez em querer reduzir este indicador nos próximos seis meses para 25 casos por cem mil habitantes a 14 dias.

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