Salah Abdeslam, terrorista a monte, pode estar disfarçado e a usar outro nome

Uma fotografia de Abdeslam com óculos e uma peruca está a ser divulgada na imprensa. Abdeslam pode estar a esconder-se do Estado Islâmico

Salah Abdeslam, um dos terroristas que disparou sobre esplanadas e restaurantes em Paris na sexta-feira passada, continua a ser procurado pelas autoridades, e poderá estar a usar um novo nome e andar disfarçado. Uma fotografia divulgada por vários media espanhóis, incluindo a televisão La Sexta e o jornal El Mundo, mostra o extremista com óculos e cabelo mais comprido, que se presume ser uma peruca.

Abdeslam, de nacionalidade belga, é procurado pela sua participação nos atentados de sexta-feira. A nova fotografia, que segundo a imprensa espanhola foi divulgada pelas autoridades francesas às forças policiais de outros países europeus, mostra-o com cabelo bastante mais comprido do que na anterior imagem divulgada e óculos de massa. Poderá estar a usar o nome Yassine Baghli.

Salah e o seu irmão Brahim Abdeslam são os dois atiradores identificados que atacaram restaurantes e esplanadas no 10.º e 11.º bairros de Paris na sexta-feira à noite. No final da operação, Brahim fez-se explodir, enquanto Salah escapou. O ataque estava coordenado com os atentados no Stade de France e na sala de concertos Bataclan, e morreram no total pelo menos 129 pessoas.

Identificado a entrar na Bélgica e visto em Molenbeek

Salah Abdeslam terá ficado em Paris cerca de sete horas após os atentados, altura em que dois amigos vieram buscá-lo de Bruxelas. Embora o automóvel em que seguiam tenha sido parado num controlo policial na autoestrada, Abdeslam não tinha ainda sido identificado como um dos autores do atentado - essa confirmação só seria difundida sábado à tarde, quando o terrorista já tinha entrado na Bélgica. Os dois amigos que o foram buscar encontram-se detidos.

A França continua a procurar Abdeslam, que terá sido visto no bairro de Molenbeek. Um homem que se identificou como amigo do terrorista falou ao jornal belga Sud.info, e afirmou que na terça-feira à noite tinha visto Salah Abdeslam nesse subúrbio de Bruxelas que se pensa ser um dos grandes centros de planeamento 'jihadista' da Europa.

"Ele disse-me que tinha ido longe de mais", terá dito o alegado amigo do fugitivo ao Sud.info. "Foi mais longe do que deveria ter ido. Mas não se podia entregar. Isso teria consequências para a sua família". Lê-se no Sud.info que ficou subentendido que as consequências viriam do Estado Islâmico.

Pode estar a esconder-se do Estado Islâmico

Ao jornal britânico Independent, uma fonte próxima da investigação em França afirmou que existe uma nova possibilidade: que Salah Abdeslam esteja a esconder-se não só da polícia mas também dos seus associados extremistas. Os investigadores estarão a considerar que Abdeslam possa ter abandonado o ataque terrorista a meio, não executando o plano completo.

Os movimentos de Salah não indicam "uma escapatória planeada", disse ao Independent fonte policial. "É possível que tenha entrado em pânico ou se tenha acobardado quando chegou o momento de se matar. É possível que tenha ficado enojado com o que fez, ou que o seu cinto de explosivos não tenha detonado". Nesse caso, Salah Abdeslam pode temer represálias do grupo terrorista Estado Islâmico por não ter levado o plano a cabo até ao final.

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