Rosa Maria escondeu uma filha na mala do carro por dois anos. Arrisca 20 anos de prisão

O crime aconteceu em França, onde Rosa Maria da Cruz é residente e está a ser julgada. Foi descoberto em 2013.

Durante dois anos, Serena viveu escondida na mala de uma carrinha Peugeot 307, nua, suja, desidratada e mal nutrida. A mãe, a portuguesa Rosa Maria da Cruz, residente em França, escondeu a gravidez e o nascimento da criança, que manteve fechada numa cave dentro de casa ou, mais frequentemente, trancada no carro. Serena foi descoberta em 2013 e, após cinco anos de investigação, a mulher natural da Póvoa de Lanhoso começou a ser julgada no tribunal de Tulle, arriscando uma pena até 20 anos de prisão. Está indiciada pelo Ministério Público francês por maus tratos agravados - que causaram deficiências permanentes na criança - abandono e ocultação, por nunca ter registado o nascimento da menor.

Em 2013, os gemidos de Serena na mala do carro foram ouvidos por um mecânico que reparava um problema elétrico na viatura e o crime de Rosa foi descoberto. A mulher, de 50 anos, confessou imediatamente o que fizera: casada e com três filhos, entre os nove e os 15 anos, admitiu ter escondido Serena da família, deixando-a escondida no carro, às vezes na cave. Terá dito à polícia que não teve uma filha, mas uma "coisa".

Na altura, o pai da criança, também português, tinha sido indiciado como suspeito por cumplicidade com a mulher, mas o Ministério Público acabou por arquivar a acusação por falta de provas. O casal ficou provisoriamente sem direito à custódia dos quatro filhos, mas os três mais velhos foram entretanto devolvidos aos pais. Serena está neste momento ao abrigo de uma família de acolhimento francesa.

O caso foi recebido com choque pela comunidade e pelas autoridades francesas. Os vizinhos dizem que nunca suspeitaram que a mulher estivesse grávida.

Serena tem agora sete anos e os três irmãos, dois rapazes e uma rapariga. Depois de dois anos de maus tratos, a criança ficou com graves deficiências físicas e terá sofrido lesões irreversíveis.

O caso está agora a ser julgado num tribunal de Tulle. Deverá demorar entre cinco a sete dias.

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