Rex Tillerson quer cortar mais de 25% do orçamento do Departamento de Estado

A proposta reduz também o número de diplomatas a contratar e inclui uma possível fusão da Agência para o Desenvolvimento Internacional no Departamento de Estado

O secretário de Estado norte-americano quer eliminar 2.300 empregos, como parte de um plano de redução do orçamento em mais de 25% para o próximo ano orçamental, anunciaram esta sexta-feira fontes da estrutura diplomática dos EUA.

A pretensão vai encontrar resistência dos congressistas que se opõem à redução do governo federal.

As propostas de Rex Tillerson reduzem o número de diplomatas a contratar e inclui a possível fusão da Agência para o Desenvolvimento Internacional (AID, na sigla em inglês) no Departamento de Estado, segundo os dirigentes a quem foi apresentada a proposta.

Os cortes de pessoal propostos incidem sobre cerca de 3% da força laboral do Departamento, que é de aproximadamente 75 mil.

A proposta é uma resposta ao apelo do Serviço de Gestão e Orçamento da Casa Branca, para que os orçamentos do Departamento de Estado e da AID sejam reduzidos em 31%, adiantaram estes dirigentes, sob anonimato, uma vez que não estão autorizados a falar em público sobre um plano ainda não divulgado.

O plano de Tillerson reduz os gastos orçamentados em 26%, quantificaram.

Cortar mais de um quarto do orçamento do Departamento de Estado, que é de 50,1 mil milhões de dólares (46 mil milhões de euros), vai implicar reduções dramáticas no pessoal e nos programas de ação, a que muitos congressistas e outros dirigentes fora do Congresso se opõem.

Congressistas e atuais e antigos dirigentes militares seniores têm dito que se opõem a cortes massivos ao orçamento diplomático, que representa apenas um por cento do orçamento federal.

Na quinta-feira, um grupo de 43 senadores dos dois partidos exigiu um "financiamento robusto" para o Departamento de Estado e a AID.

"Quando enfrentamos os múltiplos desafios à segurança nacional no mundo, os cortes profundos nesta área são míopes, contraprodutivos e até perigosos", escreveram na carta que dirigiram à comissão senatorial, que é a maior da instituição, que afeta os recursos financeiros às várias estruturas governamentais.

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