Republicanos querem travar na justiça nova lei das armas

Candidatos da oposição tecem duras críticas ao presidente norte-americano. Donald Trump ataca Hillary Clinton.

O republicano Paul Ryan reagiu no Twitter às medidas apresentadas na véspera por Barack Obama para reduzir a violência com armas nos EUA: "Independentemente do que o presidente diz, a sua palavra não se sobrepõe à Segunda Emenda". O presidente da Câmara dos Representantes foi um dos republicanos que criticaram uma mudança na lei que exige a todos os vendedores de armas que tenham licença e impõe um maior controlo ao historial dos compradores. Medidas que acusam de ser um ataque direto ao direito dos cidadãos de terem acesso a armas, consagrado na Constituição.

Para Ryan, "desde o primeiro dia o presidente demonstra não ter respeito pelo direito à propriedade de armas tão valorizado no berço da nossa nação". O presidente da Câmara dos Representantes recorda que embora a ordem executiva, que Obama usou para mudar a lei, não precise de aprovação do Congresso, dominado pelos republicanos, esta irá ser imediatamente contestada nos tribunais. Reversível pelo próximo presidente, a ordem executiva pode ter vida curta se o próximo inquilino da Casa Branca for um republicano, com vários candidatos à nomeação a ter prometido acabar com ela se forem eleitos

Jeb Bush, filho e irmão de ex-presidentes, foi um deles. O ex-governador da Florida acusou Obama de estar a "tentar contornar" a Constituição dos Estados Unidos e relembra que em plena ameaça terrorista o presidente está preocupado em manter as armas fora do alcance das mãos terroristas que querem matar americanos inocentes. "Quando eu for presidente dos Estados Unidos, revogarei os decretos anti-armas de Obama no primeiro dia da minha Administração", acrescenta o candidato à nomeação republicana em declarações para o Iowa"s Gazette.

Horas depois do anúncio feito por Obama, também Donald Trump se pronunciou: "Acredito que ele tenha sido sincero, provavelmente vou perder cinco pontos nas sondagens por dizê-lo, mas penso que ele foi mesmo sincero." De olhos postos na corrida à Casa Branca, o magnata do imobiliário aproveitou para criticar a principal candidata do lado democrata: "Hillary Clinton é pior que Obama neste assunto. Ela quer tirar as armas a toda a gente."

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