Relato de português em Munique: sirenes, helicópteros e ruas vazias

Carlos Carvalho vive a 10 quilómetros do centro comercial onde aconteceu um tiroteio esta tarde

Nas ruas de Munique ainda se vive um ambiente de tensão após o tiroteio no centro comercial de Olympia, que provocou pelo menos oito mortos e vários feridos. As autoridades isolaram o centro comercial e todos os transportes públicos da cidade foram suspensos, enquanto os três atiradores ainda estão em fuga.

O português Carlos Carvalho, de 38 anos, que vive em Munique há um ano, contou ao DN que, cerca de quatro horas após o tiroteio, ainda se ouvem sirenes e helicópteros a sobrevoar a cidade.

Carlos Carvalho vive no bairro de Glockenbach, a 10 quilómetros do Olympia e afirma que costuma frequentar este centro comercial porque "é o maior aqui perto".

O português contou ainda que as ruas do bairro estão anormalmente vazias. Em Glockenbach há vários restaurantes e bares que, especialmente às sextas-feiras, atraem muitas pessoas.

Uma fotografia tirada por Carlos, mostra como as ruas estão desertas.

"Na esquina há um restaurante que estaria cheio de gente numa sexta-feira normal", conta.

Esta tarde, a polícia alemã pediu a todos os cidadãos que ficassem em casa e evitassem ir para locais públicos.

As pessoas que estavam na rua procuraram abrigo em lojas e hotéis, e alguns cidadãos acolheram desconhecidos em casa, enquanto os atiradores desta tarde continuam a ser procurados.

Nas redes sociais está a ser usada a hashtag #OffeneTür, ou "Porta Aberta", para quem está nas zonas dos tiroteios e precise de um local para se abrigar.

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