Reino Unido "muito satisfeito" com proposta europeia de reformas

"As propostas de Donald Tusk representam um verdadeiro progresso, embora haja trabalho a fazer", disse a embaixadora britânica

O Reino Unido está "muito satisfeito" com a proposta de acordo com a União Europeia (UE) hoje apresentada em Bruxelas, mas ainda há trabalho a fazer, afirmou a embaixadora britânica numa audição no Parlamento.

"As propostas de Donald Tusk [presidente do Conselho Europeu] representam um verdadeiro progresso, embora haja trabalho a fazer", disse Kirsty Hayes numa audição com a Comissão de Assuntos Europeus.

Para Hayes, as propostas denotam "a vontade, não apenas de Tusk e da sua equipa, como dos outros Estados-membros" de dar resposta às preocupações do Reino Unido e de evitar o 'Brexit', como é designada uma saída do país da UE. E para o governo britânico, assegurou, considera ser "claramente no interesse do Reino Unido ficar na UE".

Numa audição dominada pelas perguntas dos deputados relativamente à apreciação que Londres faz do projeto de acordo, a embaixadora destacou as propostas relativas à competitividade e ao reforço do papel dos parlamentos nacionais e considerou "produtivas" as relativas à zona euro.

Depois de vários dias de negociações entre o primeiro-ministro britânico, David Cameron, e os líderes das instituições europeias, Donald Tusk apresentou hoje um projeto de reformas que contempla algumas concessões ao Reino Unido com vista a um acordo na cimeira europeia de 18 e 19 de fevereiro.

A ser aprovado pelos Estados-membros, o acordo permitiria a Cameron convocar para junho o prometido referendo sobre a permanência do Reino Unido na UE.

"Para nós seria melhor um acordo no Conselho Europeu, para fazermos o referendo e não prolongar este problema. Mas o conteúdo é o mais importante, queremos o melhor acordo", disse a embaixadora.

Questionada sobre se as reformas vão ter uma influência positiva na opinião pública britânica, que nas sondagens passou de uma pequena maioria a favor da permanência para uma pequena maioria a favor da saída, Hayes considerou que sim.

"Temos visto uma mudança nas sondagens (...), mas quando a questão é 'Se Cameron conseguir as reformas quer que o Reino Unido fique na UE?' a maioria pretende ficar", disse.

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