Quais são os países que mais clicam em propaganda do Estado Islâmico?

Estado Islâmico "produz em média cerca de 100 novos conteúdos por semana", que chegam a milhares de pessoas pela internet

Um estudo do Think Tank britânico Policy Exchange revelou esta terça-feira quais sãos os cinco países em que mais pessoas clicam em propaganda do Estado Islâmico na internet. Os números mostram ainda que o grupo terrorista está a produzir mais conteúdos para a internet do que nunca, que chegam a milhares de pessoas.

Segundo o relatório, o país que mais consulta conteúdos do Estado Islâmico é a Turquia. Em segundo lugar aparece os Estados Unidos, em terceiro a Arábia Saudita e depois o Iraque. Em quinto lugar aparece o Reino Unido, sendo o país da Europa que mais vê este tipo de conteúdos.

"Com certeza, não estamos a ganhar a guerra online", concluiu o relatório, explicando que o extremismo online é um perigo que deve ser levado a sério, como demonstraram os recentes atentados terroristas.

"O grande número de ataque terroristas no Reino Unido na primeira metade de 2017 confirma que o extremismo online é real e um perigo", diz o relatório, citado pelo The Washington Post. "Em cada caso, a radicalização online ajudou a conduzir os atacantes à violência".

O grupo "produz em média cerca de 100 novos conteúdos por semana (e frequentemente muito mais do que isso). A isto junta-se um arquivo que está sempre a crescer de materiais produzidos ao longo de três décadas", dizem os especialistas.

O Estado Islâmico já produziu 2000 vídeos oficiais, mas "este número sobe para 6000 quando se tem em conta o movimento jihadista mais amplo", explica o relatório.

Também a Europol disse na semana passada que o "grupo Estado Islâmico conserva uma sólida base de apoiantes dedicados no ambiente virtual da Internet", segundo a Lusa.

Os conteúdos eram muitas vezes divulgados primeiro através da aplicação Telegram, um serviço de mensagens semelhante ao Whatsapp, antes de irem parar às redes sociais. 40% dos cliques eram feitos no Twitter.

O estudo não especifica quantos cliques foram registados em cada país, quem clicou e porquê. Embora grande parte dos cliques possa ter vindo de apoiantes do Estados Islâmico, outros podem também ter sido feitos por jornalistas, investigadores, serviços de segurança ou até curiosos.

Quando uma bomba artesanal explodiu no metro do Londres, no mais recente atentado terrorista no Reino Unido, o presidente dos Estados Unidos disse que a internet devia ser mais controlada.

Trump disse que é preciso lidar com "terroristas falhados" de uma "maneira muito mais dura" e controlar melhor a internet, "a principal ferramenta de recrutamento".

A primeira-ministra britânica Theresa May e o presidente francês Emmanuel Macron consideraram multar empresas que permitam que conteúdos terroristas continuem disponíveis.

O relatório diz que as grandes empresas da internet poderiam limitar a divulgação deste tipo de conteúdos.

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