Putin diz que acusações de interferência visaram "deslegitimar" Trump

Putin diz que acusações da ingerência russa foram inventadas por adversários do presidente norte-americano

O presidente russo, Vladimir Putin, afirmou hoje que as acusações de interferência russa nas presidenciais norte-americanas "foram inventadas" por adversários de Donald Trump para o "deslegitimar" e assegurou que os contactos com as candidaturas são "prática habitual".

"Tudo isso foi inventado por pessoas que estão na oposição a Trump para deslegitimar o seu trabalho", disse Putin na conferência de imprensa alargada que faz anualmente.

Essas pessoas, sublinhou, fazem tais acusações "sem entender o prejuízo que causam à situação interna dos Estados Unidos" e mostrando que "não respeitam os eleitores que votaram" em Trump.

O presidente russo assegurou que os contactos mantidos pelo embaixador russo em Washington, Serguei Kislyak, com elementos da campanha de Trump são normais.

"É uma prática mundial representantes diplomáticos, ou até membros dos Governos, reunirem-se com todos os candidatos e as suas equipas [...] O que há de terrivelmente surpreendente nisto? Porque é que isto se tornou numa mania dos espiões?", questionou.

Questionado sobre como avalia a gestão de Trump na Casa Branca, Putin disse que essa avaliação cabe aos eleitores norte-americanos, mas disse ver "alguns progressos bastante importantes", apontando nomeadamente a "confiança dos investidores na economia norte-americana".

Mais de 1.600 jornalistas russos e estrangeiros assistiram hoje à tradicional conferência de imprensa anual do presidente russo, transmitida pela televisão em direto para toda a Rússia.

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