Primeiro casamento legal da Igreja do Monstro do Esparguete Voador

Um "barco pirata" é o cenário "exigido" pela igreja pastafariana para a boda que agora tem reconhecimento legal na Nova Zelândia

O primeiro casamento com validade jurídica da igreja pastafariana realizou-se este sábado na Nova Zelândia, num cenário a fazer lembrar o filme Piratas das Caraíbas.

Os noivos, Toby Ricketts e Marianna Fenn, escolheram a cidade de Akaroa, no sul da Nova Zelândia, para dar o "nó da massa", como lhe chamaram os bem humorados membros da Igreja do Monstro do Esparguete Voador.

Com a ironia que esta "seita" implica, afirmaram que se vestiram de piratas porque a religião pastafariana a isso obriga.

Esta suposta religião surgiu nos Estados Unidos como como protesto contra o ensino do criacionismo numa escola no Kansas.

Bobby Henderson, autodenominado "profeta" da igreja, escreveu em 2005 um texto satírico no qual referia que, perante a decisão de ensinar que foi Deus quem criou o universo, a mesma validade tem dizer-se que existe um criador supernatural que se parece com esparguete e almôndegas, a que chamou o Monstro do Esparguete Voador.

A ideia rapidamente se tornou um fenómeno, muito devido à Internet. Várias pessoas, quase todas ateias que satiricamente dizem ser membros desta igreja, já se casaram em cerimónias privadas, mas nenhum destes atos teve validade legal.

No entanto, a Nova Zelândia reconheceu oficialmente no mês passado o pastafarianismo como uma religião, pelo que a líder nacional da igreja, Karen Martyn, adquiriu o direito legal de celebrar casamentos no país.

O casamento deste sábado não será o único. Outras bodas estão marcadas para as próximas semanas. "Já tive contactos da Rússia, da Alemanha, da Dinamarca, que querem casar-se", disse Martyn à BBC. "Casamos quaisquer adultos que tenham legalmente direito a fazê-lo", acrescentou.

A decisão neozelandesa de reconhecer esta organização satírica como uma religião organizada foi no sentido contrário de uma outra de um tribunal norte-americano, que recusou indemnizar um detido no Nebraska que reclamava que a penitenciária não respeitava as suas crenças. E por isso pedia cinco milhões de dólares.

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