Primeira-ministra escocesa fala sobre "dolorosa experiência" de ter sofrido um aborto

"Às vezes, por qualquer razão, ter um bebé não chega a acontecer - não importa quanto o desejamos", explica Nicola Sturgeon

A primeira-ministra escocesa Nicola Sturgeon revelou que sofreu um aborto em 2011, quando era vice-primeira-ministra. Sturgeon aborda pela primeira este tema num livro - alguns excertos foram revelado este domingo na revista do Sunday Times.

Sturgeon sofreu um aborto quando tinha 40 anos: estava nos primeiros meses e preparava-se para revelar a gravidez quando este terminou.

Numa declaração divulgada este domingo explica porque permitiu que a autora Mandy Rhodes escrevesse sobre isso: "Esta é obviamente uma experiência dolorosa para o Peter [o marido] e para mim e embora a Mandy [a escritora] soubesse há algum tempo, sempre respeitou a nossa decisão de não falar disso publicamente. Dei-lhe autorização para a referir agora na esperança de que sirva para desafiar algumas das suposições e julgamentos que ainda são feitos sobre as mulheres - especialmente em política - que não têm filhos."

A primeira-ministra lembra que "há muitas razões pelas quais as mulheres não têm filhos": algumas simplesmente não querem, outras preocupam-se com o impacto que isso pode ter na carreira - e ainda há muito a fazer, salienta, para que as mulheres sintam que não têm de escolher. "E às vezes, por qualquer razão, ter um bebé não chega a acontecer - não importa quanto o desejamos", continua Nicola Sturgeon, explicando que para ela todos estes motivos foram verdadeiros em diferentes alturas da vida.

No excerto divulgado pelo Sunday Times, Sturgeon questiona-se se hoje seria primeira-ministra se não tivesse sofrido um aborto. "É uma questão a que não é possível responder. Não sei."

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