Presidente do Irão diz que inimigos não toleram "êxito" do país

Hasan Rohani responsabiliza EUA e Israel pelos incidentes

O presidente do Irão, Hasan Rohani, disse que os inimigos da República Islâmica do Irão não toleram o êxito do país no acordo nuclear e na região e por isso estão a incentivar a protestos.

"O nosso progresso para eles é intolerável, o nosso êxito no mundo da política perante os Estados Unidos e o regime sionista [referência a Israel] foi intolerável para eles", afirmou hoje Hasan Rohani na sua reunião com os líderes das comissões parlamentares do país difundida pela agência de notícias local.

Pelo menos 10 pessoas foram mortas durante os protestos no Irão nos últimos dias e as forças de segurança do Estado conseguiram impedir que "manifestantes armados" tomassem de assalto esquadras de polícia e bases militares.

O Irão tinha avisado domingo que os manifestantes "pagarão o preço" pelos protestos, depois de uma nova noite de manifestações contra o poder no país, onde duas pessoas foram mortas e dezenas de outras foram detidas.

O Presidente dos Estados Unidos apelou hoje a uma mudança no regime iraniano, após os protestos dos últimos dias.

"O Irão está a falhar a todos os níveis, apesar do mau acordo celebrado com a administração Obama. O grande povo do Irão foi reprimido. Eles têm fome de alimentos e de liberdade. A grande riqueza do Irão é confiscada, tal como os direitos humanos, é tempo de mudança", disse Donald Trump, através do Twitter.

O ministro dos Serviços de Informação de Israel desejou "sucesso" aos manifestantes iranianos, mas insistiu que o seu país não está envolvido nas manifestações que têm decorrido no Irão nos últimos dias.

Numa entrevista a uma canal de rádio, citada pela agência Associated Press, o ministro Yisreal Kats negou que Israel esteja envolvido nos protestos iranianos, mas disse desejar "que o povo iraniano tenha sucesso na luta pela liberdade e pela democracia".

Israel tem considerado o Irão uma ameaça à segurança por causa do programa nuclear de Teerão. Por seu lado, o Irão acusa Israel, os Estados Unidos e a Grã Bretanha de se intrometerem em assuntos internos e de estarem a trabalhar para derrubar o governo iraniano.

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