Presidenciais venezuelanas adiadas para a segunda quinzena de maio

Eleições previstas para 22 de abril foram adiadas para a segunda metade de maio, após acordo entre o governo e os partidos da oposição que apoiam candidatura de Henri Falcón.

O Conselho Nacional Eleitoral anunciou o adiar das eleições presidenciais para a segunda metade de maio, graças a um acordo entre o governo de Maduro e vários partidos da oposição. As eleições estavam previstas para 22 de abril.

"Propõe-se que se realizem de forma simultânea as eleições para presidente, as dos conselhos legislativos estatais e dos conselhos municipais na segunda quinzena do mês de maio de 2018", segundo o acordo lido por um membro do Conselho Nacional Eleitoral.

Segundo a Agência Venezuelana de Notícias, o acordo foi assinado entre as forças políticas que apoiam a candidatura do presidente Nicolás Maduro (o Partido Socialista Unido da Venezuela e outros nove partidos), e as que apoiam a candidatura de Henri Falcón, que rompeu a decisão da Mesa de Unidade Democrática de boicotar o escrutínio e apresentou a sua candidatura. É apoiado pelo seu próprio partido, a Avançada Progressista, pelo Movimento ao Socialismo e pelo Comité de Organização Política Eleitoral Independente.

As eleições presidenciais na Venezuela costumam ocorrer no final do ano e a ideia de antecipar o escrutínio para 22 de abril tinha desencadeado as críticas da oposição, que foi apanhada de surpresa quando decorriam negociações com o governo e ficou sem tempo para realizar primárias, acusando Maduro de querer assim garantir a sua reeleição.

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