Pompeo promete inquérito a caso da ex-embaixadora dos EUA em Kiev

O secretário de Estado norte-americano Mike Pompeo prometeu um inquérito para determinar se a ex-embaixadora dos EUA na Ucrânia foi colocada sob vigilância por próximos do Presidente Donald Trump.

Esta semana, os democratas da Câmara dos Representantes tornaram públicos documentos que sugerem que as deslocações de Marie Yovanovitch estavam a ser vigiadas.

Após diversos dias de silêncio, Mike Pompeo declarou a dois media conservadores que nunca foi informado sobre qualquer vigilância a Yovanovitch.

"Faremos tudo o que pudermos para determinar se aconteceu alguma coisa", declarou a uma rádio o chefe da diplomacia norte-americana. "Penso que será provado que a maioria do que foi divulgado é falso, mas a nossa obrigação, e a minha obrigação na qualidade de secretário de Estado, é assegurarmos que isso será examinado" num inquérito.

Mensagens trocadas entre Lev Parnas - um sócio de Rudy Giuliani, o advogado pessoal de Trump, e Robert Hyde, candidato republicano à Câmara dos representantes -, foram revelados esta semana. Estes registos sugerem que Hyde comunicava com pessoas na Ucrânia que vigiaram as deslocações da ex-embaixadora em março, pouco antes de ser convocada por Washington dois meses depois, por ordem do Presidente.

Marie Yovanovitch, testemunha-chave no processo de destituição do Presidente dos Estados Unidos, foi afastada do cargo por Donald Trump em 2019, depois de ter revelado discordar da interferência de Giuliani na estratégia diplomática norte-americana naquele país.

A diplomata foi uma das testemunhas arroladas pelos democratas na Câmara de Representantes no inquérito para a destituição do Presidente, em que Trump é acusado de ter pressionado o seu homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky, para investigar a atividade da família de Joe Biden, eventual adversário político nas eleições presidenciais de novembro próximo, junto de uma empresa da Ucrânia.

Na quinta-feira, as autoridades ucranianas anunciaram a abertura de uma investigação sobre uma possível vigilância ilegal da ex-embaixadora dos EUA em Kiev.

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