Polícia de Hong Kong usa gás lacrimogéneo para dispersar manifestantes no Natal

Houve problemas no interior de centros comerciais, quando alguns residentes faziam as últimas compras de Natal.

A polícia de Hong Kong disparou gás lacrimogéneo contra milhares de manifestantes, muitos deles usavam máscaras e chifres de rena, depois de confrontos em centros comerciais e num dos principais distritos turísticos da cidade, numa altura em que os protestos antigoverno tornaram ainda mais caótica a véspera de Natal.

Os manifestantes no interior dos centros comerciais atiraram guarda-chuvas e outros objetos contra a polícia, que respondeu agredindo alguns manifestantes com cassetetes, tendo um agente chegado a apontar a sua arma para a multidão, sem contudo disparar.

A polícia disparou gás lacrimogéneo para dispersar os manifestantes que tinham ocupado as principais estradas e bloqueado o trânsito no exterior dos centros comerciais e hotéis de luxo, incluindo o Peninsula, no bairro de Tsim Sha Tsui, em Kowloon.

Havia uma forte presença policial à medida que a noite foi caindo, com centenas de agentes a guardar as estradas enquanto milhares de turistas e clientes andavam à procura de fazer as últimas compras. Famílias com crianças aproveitavam para ver as luzes de Natal.

Num dos centros comerciais, a polícia usou gás pimenta para dispersar a multidão. Noutro centro, cerca de uma centena de manifestantes destruíram um Starbucks.

Os protestos contra o governo chinês em Hong Kong duram há sete meses, tendo começado por causa da proposta de lei que iria permitir a extradição para a China. Muitos residentes da antiga colónia britânica são contra a interferência de Beijing, que assumiu a soberania do território em 1997.

A China nega qualquer interferência, dizendo-se comprometida com a fórmula "um país, dois sistemas", culpando as forças estrangeiras por interferir no território de forma a fomentar os protestos.

Num vídeo publicado na sua página do Facebook, a líder de Hong Kong, Carrie Lam, desejou a todos os habitantes de Hong Kong "um pacífico e seguro Natal". Lam tem até agora rejeitado as exigências dos manifestantes, que incluem um inquérito independente à atuação da polícia, assim como verdadeiras eleições.

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