Polícia brasileira mata 12 alegados milicianos em confronto no Rio de Janeiro

A polícia brasileira matou 12 suspeitos de integrar uma milícia numa operação em Itaguaí, região metropolitana do Rio de Janeiro, na noite de quinta-feira, divulgaram hoje os 'media' locais.

A polícia acredita que os homens assassinados faziam parte de grupos criminosos formados por polícias, bombeiros e outros agentes de órgãos de segurança, no ativo ou reformados, que arrecadam dinheiro a extorquir comerciantes, vendendo serviços de fornecimento de gás, Internet, entre outras atividades, em comunidades pobres. Os milicianos também atuam no tráfico de drogas.

Neste caso, os suspeitos estavam num comboio formado por quatro carros que foi intercetado numa estrada que liga os estados do Rio de Janeiro e São Paulo por uma equipa da polícia criada para garantir a segurança das eleições depois de dois candidatos a vereador terem sido assassinados na Baixada Fluminense, num intervalo de menos de 15 dias.

Os suspeitos circulavam na estrada Rio Santos quando foram abordados e reagiram, disparando contra os agentes de segurança que os perseguiam.

Um polícia ficou levemente ferido ao ser atingido por um tiro no colete à prova de balas. Os suspeitos mortos eram vigiados há cerca de duas semanas pelo serviço de informações da polícia do Rio de Janeiro.

O nome dos milicianos não foi divulgado pelas autoridades, mas o portal de notícias G1 informou que um ex-polícia militar chamado Carlos Eduardo Benevides Gomes, conhecido como Cabo Benê, um dos homens mais procurados do Rio de Janeiro, que é apontado como um dos chefes da milícia em Itaguaí, está entre as vítimas mortais da operação.

O jornal Extra acrescentou que a operação, realizada por policias civis da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), tinha o objetivo de verificar informações de informações oriundas da Subsecretaria de Inteligência (SSINT), sobre uma reunião com pelo menos 40 criminosos armados no local, sendo todos ligados à milícia.

No âmbito da operação, os agentes de segurança do Rio de Janeiro apreenderam oito fuzis, metralhadoras, granadas, pistolas e munições.

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