Pneumonia de Wuhan. Número de mortes dispara para 17

Autoridades chinesas pediram aos viajantes para retirarem Wuhan das suas rotas de destino. Governo português alerta para risco de viagens à China

O número de vítimas mortais de um novo tipo de pneumonia na China subiu esta quarta-feira para dezassete, com a morte de mais oito pacientes, enquanto o número total de infetados atingiu os 444, revelaram as autoridades chinesas. Entretanto, as autoridades chinesas pediram aos viajantes para retirarem Wuhan das suas rotas de destino, depois de ter sido descoberto um novo vúris que já causou a morte a nove pessoas.

O Governo português alertou esta quarta-feira os portugueses que viajem para a China e zonas próximas que se informem sobre a evolução da pneumonia e recomendou a turistas e residentes que se registem ou inscrevam no consulado.

Os números foram avançados pelas autoridades de Wuhan, cidade do centro da China de onde o surto é originário. A Comissão Nacional de Saúde do país asiático alertou também que o novo tipo de coronavírus "pode sofrer mutações e espalhar-se mais facilmente".

O vírus foi inicialmente detetado, no mês passado, em Wuhan, que é também um importante centro de transporte doméstico e internacional.

O surto surge numa altura em que milhões de chineses viajam, por ocasião do Ano Novo Lunar, a principal festa das famílias chinesas, equivalente ao Natal nos países ocidentais. Segundo o ministério dos Transportes chinês, dever-se-ão registar um total de três mil milhões de viagens internas durante os próximos 40 dias.

Os casos alimentaram receios sobre uma potencial epidemia, semelhante à da pneumonia atípica, ou Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS), que entre 2002 e 2003 matou 650 pessoas na China continental e em Hong Kong.

O Governo português também alertou esta quarta-feira os portugueses que viajem para a China e zonas próximas que se informem sobre a evolução da pneumonia e recomendou a turistas e residentes que se registem ou inscrevam no consulado.

Aos habitantes da cidade chinesa - e são 8,9 milhões de pessoas - foi aconselhado que evitassem evitar multidões e que reduzissem a presença em reuniões públicas. O novo vírus sjá se espalhou de Wuhan para várias províncias chinesas, além dos EUA, Tailândia e Coreia do Sul. De acordo com a BBC, há 440 casos confirmados.

"Basicamente, não vá a Wuhan. E os que estão em Wuhan, por favor, não saiam da cidade", disse o vice-ministro da Comissão Nacional de Saúde, Li Bin, num dos primeiros briefings públicos desde o início do surto. As autoridades também admitiram que o país estava agora no "estágio mais crítico" da prevenção e controle.

As autoridades de saúde anunciaram medidas para conter a doença, incluindo desinfeção dos sistemas de ventilação de aeroportos, estações e centros comerciais.

"Se for necessário, serão também realizados controlos de temperatura em áreas-chave e locais movimentados", esclareceu a Comissão, em comunicado.

Vários países com ligações aéreas diretas ou indiretas a Wuhan estão a efetuar verificações sistemáticas de passageiros de voos oriundos de áreas consideradas de risco. Em Macau, as autoridades anunciaram que vão verificar individualmente os passageiros provenientes de Wuhan, "por via aérea, marítima ou terrestre".

Governo alerta para os riscos de uma viagem à China

"Aos viajantes, em especial aos que se desloquem à China e regiões limítrofes, recomenda-se que estejam devidamente informados sobre a evolução da situação e permaneçam atentos aos comunicados publicados nos portais da Direção-Geral da Saúde, do Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças e da Organização Mundial da Saúde", avisa o Ministério dos Negócios Estrangeiros através do portal das comunidades portuguesas.

O Governo aconselha ainda os viajantes "a efetuar o registo das suas viagens na aplicação Registo Viajante" e os residentes a tratar da "sua inscrição consular ou respetiva atualização".

A informação no portal indica que as autoridades de saúde chinesas e a Organização Mundial da Saúde confirmaram a existência de um surto de pneumonia, causada por um novo coronavírus.

O surto, adianta, "teve origem em dezembro de 2019 em Wuhan, na província de Hubei", estando confirmados "centenas de casos em diferentes regiões da China (Wuhan, Guangdong, Pequim, Xangai) e situações importadas na Tailândia, no Japão e na Coreia do Sul".

As autoridades de Macau também anunciaram esta quarta-feira que foi identificado no território o primeiro caso do vírus, enquanto Hong Kong avançou ter detetado um caso suspeito, mas cuja confirmação só será definitiva na quinta-feira.

Embora o portal inclua avisos para outras doenças da região asiática, a secretaria de Estado das Comunidades lembra que, em geral, "as condições sanitárias fora das grandes cidades e outras zonas mais desenvolvidas são por vezes rudimentares".

Por isso, os portugueses são aconselhados a não consumir refeições de rua e a não beber água da torneira.

O ministério lembra que a representação diplomática de Portugal na China é assegurada pela embaixada de Portugal em Pequim e avança que, em caso de urgência, deve ser contactado o número +86 186 1208 7488.

O vírus foi inicialmente detetado, no mês passado, em Wuhan, cidade do centro da China, um importante centro de transporte doméstico e internacional.

O número de casos aumentou rapidamente, estando contabilizados atualmente 440 casos confirmados, segundo o vice-diretor da Comissão Nacional de Saúde da China. Nove pessoas morreram, todas na província de Hubei, cuja capital é Wuhan.

Fora da China, foram confirmados casos do novo coronavírus na Coreia do Sul, Estados Unidos, Japão, Tailândia, Taiwan e hoje em Macau.

Os casos alimentam receios sobre uma potencial epidemia, semelhante à da pneumonia atípica, ou Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS), que entre 2002 e 2003 matou 650 pessoas na China continental e em Hong Kong.

O surto surge numa altura em que milhões de chineses viajam, por ocasião do Ano Novo Lunar, a principal festa das famílias chinesas, equivalente ao natal nos países ocidentais. Segundo o Ministério dos Transportes chinês, o país deve registar um total de três mil milhões de viagens internas durante os próximos 40 dias.

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