Perguntas e respostas sobre as legislativas em França

Um sistema eleitoral a duas voltas faz com que só hoje se saiba quem ganha as legislativas em França.

Porque é que as eleições têm duas voltas?
Em França, o sistema eleitoral é a duas voltas em todas as eleições, inclusivamente nas presidenciais. A ideia é eliminar os candidatos votados logo na primeira volta. Nestas legislativas, apenas quatro deputados, em 577, foram eleitos logo à primeira volta, o que significa que foram os únicos que conseguiram mais de 50% dos votos dos eleitores da sua circunscrição.

Então e como funciona com os outros?
Os dois candidatos mais votados passam à segunda volta na sua circunscrição. Se houver um terceiro - ou um quarto - com o equivalente a 12,5% dos inscritos, passam à segunda volta. São as chamadas triangulares. Este ano só há uma, porque a forte abstenção fez aumentar a fasquia: os 12,5% eram, na verdade, 25%.

O que dizem as sondagens?
As sondagens têm vindo a projetar uma maioria absoluta para o La République en Marche, partido criado pelo presidente francês, Emmanuel Macron. Em 577 deputados, a nova formação e seus aliados do MoDem poderão eleger entre 440 e 470 deputados no parlamento.

E a Frente Nacional e os socialistas?
Os socialistas estão, segundo as sondagens, destinados a um descalabro eleitoral. De 295 deputados passariam agora para apenas entre 20 e 30 eleitos. A Frente Nacional, que tão bom resultado teve nas presidenciais de maio, poderá eleger apenas um deputado. Se o sistema fosse proporcional, o partido de Le Pen teria melhores resultados.

E porque não se altera o sistema eleitoral?
O sistema atual e certo tipo de pactos afastam a extrema-direita do poder. Durante a sua campanha, Macron prometeu uma reforma da lei eleitoral para introduzir nela "uma certa dose de proporcionalidade". Falta ver se, depois de estar no poder e de obter maioria absoluta, o fará.

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