Pelo menos dez mortos em prisão brasileira

Distúrbios terão sido gerados por confrontos entre fações rivais

O motim na prisão estadual de Alcaçuz, no estado brasileiro do Rio Grande do Norte, terminou hoje depois de 14 horas e mais de 10 mortos confirmados, de acordo com as autoridades, divulgou a imprensa brasileira.

De acordo com o portal de notícias G1, o motim começou com uma briga entre presos de dois pavilhões, sendo que num deles estavam os relacionados com as fações criminosas que atuam no país.

Os presos, que se rebelaram às 17:00 horas de sábado no horário local (20:00 horas em Lisboa), renderam-se às 07:20 horas (10:20 horas em Lisboa) deste domingo, após a força de choque da Polícia Militar (PM) entrar nos pavilhões.

Segundo a secretaria estadual de Segurança, não houve troca de tiros durante a entrada da polícia e há mais de dez mortes confirmadas durante a rebelião.

O Instituto Técnico de Perícia do Rio Grande do Norte (ITEP) informou que será montada uma operação para a identificação dos corpos com a vinda de médicos forenses dos estados do Ceará e de Paraíba para auxiliar nos trabalhos.

Segundo Thiago Tadeu, chefe de gabinete do ITEP, a identificação será feita através das digitais, da arcada dentária e até de exame de ADN quando necessário.

Alcaçuz fica em Nísia Floresta, cidade da região metropolitana de Natal e é o maior presídio do estado.

A penitenciária possui capacidade para 620 presos, mas abriga cerca de 1.150 presos, segundo a secretaria estadual da Justiça e Cidadania, órgão responsável pelo sistema prisional no Rio Grande do Norte.

Os distúrbios em Rio Grande do Norte representam um novo capítulo na crise no setor prisional, que assistiu a confrontos nas prisões dos estados do Amazonas e Roraima.

Desde o início do ano, mais de 100 reclusos morreram nas prisões brasileiras. Na passada quinta-feira, a presidente do Tribunal Supremo do Brasil, Carmen Lúcia Antunes, pediu um "esforço concertado" dos estados para acelerar a análise dos processos penais dos reclusos, após a crise que eclodiu no sistema penitenciário.

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