Pedido de recurso de Iñaki Urdangarín recusado. Mantém-se pena de prisão

O cunhado do Rei de Espanha viu o Tribunal Constitucional recusar-lhe um novo recurso. Mantém-se a pena de 5 anos e 10 meses de prisão a que foi condenado.

O Tribunal Constitucional de Espanha rejeitou esta quarta-feira a apreciação de recurso interposto por ​​​​​​​Iñaki Urdangarín contra a sentença que o condenou a 5 anos de 10 meses de prisão considerando não existir "transcendência constitucional para o aceitar".

O ex-duque de Palma interpôs recurso em novembro de 2018 alegando que tinham sido violados direitos fundamentais pois a sentença "não fazia referência a nenhum facto em concreto". O advogado de Iñaki Urdangarín acrescentava que tinha sido violado o princípio de presunção de inocência. o direito à tutela judicial efetiva e a liberdade pessoal, de acordo com o El Pais.

Com este recurso, o cunhado do rei queria evitar continuar na cadeia (era um dos pedidos), o que não acontecerá. ​​​​​​

O marido da Infanta Cristina está, desde 18 de junho de 2018, a cumprir a pena condenado por prevaricação, fraude fiscal e tráfico de influências no âmbito do caso Nóos na prisão de Brieva, em Ávila, um estabelecimento prisional para mulheres. O ex-duque de Palma ocupa uma ala separada.

Urdangarín, 51 anos, era jogador profissional de andebol quando conheceu a irmã mais nova do rei de Espanha. Casaram-se em 1997 e têm quatro filhos. Viviam em Barcelona quando estalou o Caso Nóos, uma complexa trama de financiamentos e tráfico de influências de que saíram acusados o ex-duque de Palma e o sócio, Diego Torres.

Depois de serem conhecidos os primeiros contornos do caso, a família mudou-se para Washington. Urdangarín trabalhava para a companhia Telefónica. Viveram na cidade norte-americana entre 2009 e 2011. Mais tarde, a familia mudou-se para Genebra.

O caso ensombrou a Casa Real de Espanha e as relações entre os irmãos. Primeira a infanta Cristina deixou de uma agenda oficial, depois deixou de comparecer em atos oficiais. Não esteve presente na coroação de Felipe VI em junho de 2014 e só em abril de 2018, dado o débil estado de saúde do pai, Juan Carlos, rei emérito, voltou a ser vista com a família.

Em junho de 2015, Felipe VI revogou o título de duque de Palma a Cristina e ao marido.

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