Pastor que batizou Bolsonaro é preso na Lava-Jato

Everaldo Pereira, aliado do presidente da República, é suspeito de participar em esquema de corrupção no governo do Rio de Janeiro que realizou fraudes nas áreas da educação e da saúde

O Pastor Everaldo, presidente nacional do Partido Social Cristão (PSC), foi preso nesta sexta-feira, dia 28, no Rio de Janeiro, na Operação Tris in Idem, um desdobramento da Operação Lava Jato, que também determinou o afastamento do cargo do governador estadual Wilson Witzel, do mesmo partido.

Agentes da polícia e uma procuradora chegaram por volta de 6h da manhã ao apartamento do político e duas horas e meia depois ele deu entrada na sede da Polícia Federal no Rio.

O político e religioso foi citado na delação premiada do ex-secretário de saúde do estado, Edmar Santos, preso por corrupção.

A Procuradoria-Geral da República do Brasil afirma que o governo do Rio estabeleceu um esquema de subornos para a contratação emergencial e pagamentos a organizações sociais que prestam serviços ao governo, especialmente nas áreas de Saúde e Educação.

Everaldo Dias Pereira é um dos líderes da Assembleia de Deus, maior igreja evangélica do Brasil, ex-candidato ao Senado Federal brasileiro e à presidência da República, em 2014, quando foi o quinto mais votado com 0,75% dos votos.

Ficou ainda conhecido por ter batizado Jair Bolsonaro em 2016 nas águas do Rio Jordão, em Israel. Na altura, o hoje presidente da República pertencia ao PSC. Todos os filhos políticos de Bolsonaro, aliás, militaram no partido nos últimos anos.

O nome da operação, Tris in Idem, é uma referência em latim ao facto de Witzel ser o terceiro governador carioca seguido a ser envolvido em problemas de corrupção, depois de Sergio Cabral e Luiz Fernando Pezão.

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