Partido Conservador em vantagem, mas eleições antecipadas são "um risco", diz politólogo

Professor de Ciência Política acredita que as eleições são um "grande risco" tomado para conseguir aumentar a maioria que o partido Conservador atualmente tem

O professor de Ciência Política John Curtice considerou hoje que a antecipação das eleições legislativas no Reino Unido é um risco, apesar de o partido Conservador estar em vantagem nas sondagens, que preveem uma maioria reforçada.

A primeira-ministra, Theresa May, fez hoje um anúncio inesperado ao propor a realização de eleições legislativas antecipadas para o dia 08 de junho.

Em declarações à estação de televisão BBC News, o professor da universidade de Strathclyde disse acreditar que este é um "grande risco" tomado para conseguir aumentar a maioria que o partido Conservador atualmente tem.

Porém, Curtice avisou que uma campanha a favor da visão de Theresa May para o 'Brexit', que inclui a saída do mercado único, pode desagradar a eleitores do partido Conservador.

"Se essa vantagem se contrair, então ela pode acabar com uma maioria mais pequena do que ela espera", afirmou.

Pelo contrário, acrescentou, as divisões no Partido Trabalhista, o principal da oposição, nomeadamente sobre o 'Brexit', é mais grave do que as divergências entre os Conservadores.

A previsão mais recente da página eletrónica www.electoralcalculus.co.uk, que pondera sobre as sondagens publicadas entre 10 e 27 de março, estima que os 'Tories' poderão roubar 50 assentos na Câmara dos Comuns ao 'Labour'.

Mas uma sondagem mais recente para o Sunday Mirror e o Independent on Sunday estimou que a diferença é maior, cerca de 21 pontos percentuais entre os 46% de votos previstos para os Conservadores e 25% para os Trabalhistas.

Outras sondagens são ligeiramente mais favoráveis ao 'Labour', mas nenhuma projeta qualquer hipótese de um Governo trabalhista ou em coligação com os Liberais Democratas

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