Parlamento Europeu reconhece Guaidó como presidente

Eurodeputados aprovam declaração que apela para a União Europeia e os Estados-membros seguirem o exemplo.

A resolução resulta de uma iniciativa de deputados de quatro bancadas (PPE, S&D, ALDE e ECR) e "reconhece Juan Guaidó como legítimo presidente interino da Venezuela". Teve 439 votos a favor, 104 contra e 88 abstenções.

Os eurodeputados consideram que Nicolás Maduro "usurpou, de forma ilegítima, o poder presidencial perante o Supremo Tribunal de Justiça, em violação da ordem constitucional" e declara o apoio à Assembleia Nacional, "único orgão democrático legítimo da Venezuela".

O Parlamento Europeu insta as instituições europeias, a chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini, e os Estados-Membros que "adotem uma posição firme e comum e reconheçam Juan Guaidó como único Presidente interino legítimo do país até que seja possível convocar novas eleições presidenciais livres, transparentes e credíveis tendo em vista restabelecer a democracia".

A resolução apela também ao secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, para iniciar um inquérito "independente e exaustivo" sobre os assassínios cometidos na Venezuela.

O Parlamento Europeu atribuiu em 2017 o Prémio Sakharov à oposição democrática e aos presos políticos venezuelanos.

Manter a pressão

Juan Guaidó, em conversa com o ministro dos Negócios Estrangeiros britânico Jeremy Hunt, pediu aos europeus para manterem a pressão em Nicolás Maduro, o líder da Venezuela, reeleito há dez meses de forma contestada. "Guaidó foi muito claro. Ele quer que a pressão a Nicolás Maduro aumente, porque eles precisam de mudança", disse.

"Exorto os ministros dos Negócios Estrangeiros da UE a fazerem exatamente o mesmo quando me encontrar com eles esta tarde, para que tenhamos eleições livres e justas e proporcionemos ao povo da Venezuela uma nova oportunidade de recomeçar", disse o britânico.

Os chefes da diplomacia europeia reúnem-se nesta tarde e a Venezuela faz parte da agenda. Espanha, França, Reino Unido, Holanda e Portugal fizeram um ultimato a Nicolás Maduro: tem até domingo para convocar eleições presidenciais ou caso contrário Guaidó será reconhecido.

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