Parlamento Europeu chumba Brexit se existir perda imediata de direitos dos europeus

Em Inglaterra surgem notícias de que o governo poderá querer o "cut-off date" já no dia em que aciona o artigo 50.ª

O Parlamento Europeu vai vetar qualquer acordo do Brexit que impeça imediatamente os cidadãos da União Europeia de irem para o Reino Unido e terem os mesmos direitos de trabalho e residência como os europeus que já se encontram no país.

De acordo com uma notícia veiculada pelo The Guardian, Michael Barnier, principal negociador da União Europeia (UE) para o Brexit, e outros membros do Parlamento Europeu, estão preocupados com notícias que dão conta que o governo de Theresa May faça já do dia 29 de março o "cut-off date".

Isto é, que no dia em que o Reino Unido vai acionar o artigo 50.ª, formalização do pedido de saída da UE, os britânicos restrinjam já a entrada de cidadãos europeus, acabando assim com a livre circulação, ainda antes dos dois anos que durarão o período de negociações de termos entre a UE e o Reino Unido.

Citadas pelo mesmo jornal, fontes do governo britânico dizem que adiar o "cut-off" para o fim dos dois anos de negociações significa que exista um grande fluxo de imigração para o Reino Unido. Será na data do "cut-off" que serão postas em prática as novas regras, económicas e fronteiriças, que serão definidas ainda nas negociações entre a UE e o governo britânico.

O Parlamento Europeu, no entanto, continua a insistir numa resolução com base em "equidade, reciprocidade, simetria e não-discriminação", enquanto o Reino Unido continuar membro da UE.

A oficialização das negociações será feita na próxima quarta-feira, dia em que o representante do Reino Unido na União Europeia, Sir Tim Barrow, entregará uma carta à União Europeia para acionar o artigo 50.ª do Tratado de Lisboa, e assim o Brexit.

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