Ainda não é este ano que Trump vai ter a sua parada militar

Presidente ficou impressionado com o desfile do Dia da Bastilha, em Paris, e deu ordens para organizar um em Washington. Mas custos elevados levam Pentágono a adiar para 2019 o que estava previsto para 11 de novembro e Trump anunciou que assistirá à parada desse dia na capital francesa.

A parada militar desejada pelo presidente dos EUA, prevista para novembro, só deverá realizar-se em 2019, informou o Pentágono na quinta-feira depois de ter sido noticiado que o evento deverá custar mais de 80 milhões de euros.

Em fevereiro, Donald Trump pediu ao Departamento da Defesa para estudar a criação de uma cerimónia na qual todos os americanos pudessem expressar o seu reconhecimento aos militares e o desfile chegou a estar previsto para 11 de novembro deste ano, no Dia dos Veteranos, para assinalar o centenário do fim da Primeira Guerra Mundial.

Na quinta-feira, fontes citadas pelas agências de notícias Associated Press e AFP adiantaram que o orçamento estimado para organizar a parada militar era superior a 80 milhões de euros, mais do triplo do valor inicialmente previsto.

O presidente confirmou no Twitter que a parada será adiada, acusando os políticos que mandam na capital dos EUA. "Os políticos locais que mandam (mal) em Washington D.C conhecem uma oportunidade quando a veem. Quando lhes pedímos que nos dessem um preço para realizar uma grande parada militar, queriam um valor tão ridiculamente elevado para que eu cancelasse. Nunca deixem alguém parar-vos!", disse num dos tweets.

"Em vez disso, vou participar numa grande parada já programada para a Base Aérea Andrews numa data diferente e vou à parada de Paris, para celebrar o fim da Guerra, a 11 de novembro. Talvez façamos algo para o próximo ano em D.C. quando os custos estiveram muito mais baixos. Agora podemos comprar mais caças!", acrescentou numa segunda mensagem.

Donald Trump já defendia a ideia de uma parada militar em Washington antes da sua eleição e declarou-se particularmente impressionado com o desfile militar francês do 14 de Julho, quando foi recebido pelo presidente de França, Emmanuel Macron, em Paris: "Vamos ter que tentar e fazer melhor", disse Trump.

Donald Trump ponderou, então, a ideia de organizar um desfile semelhante em Washington no 4 de Julho, feriado nacional dos EUA, mas tal decisão provocou violentas críticas dos seus opositores, que compararam a sua atitude à de um dirigente de um regime autocrático.

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