Pamela Anderson e outras celebridades que saíram em defesa de Assange

Uns aplaudem, outros criticam. Julian Assange nunca foi debate de uma voz só, muito menos agora, depois da sua detenção. A atriz Pamela Anderson sublinha o seu apoio ao hacker, mas há mais quem o faça.

Desde que o fundador da WikiLeaks ficou ao abrigo da embaixada do Equador, em Londres, a atriz Pamela Anderson confirmou ser visita recorrente do australiano. Ao longo dos anos, Pamela foi fotografada por vários meios de comunicação britânicos, a levar comida e a preparar-se para visitar Julian Assange. Agora que o hacker foi detido pelas autoridades britânicas, Pamela aproveitou para reivindicar o seu apoio. Mas não foi a única.

"É um herói e as pessoas não vão permitir esta vil justiça", escreveu na sua conta de Twitter. Mostrando-se "chocada" com a notícia, acrescentou que Assange "esteve sempre certo" sobre a ameaça de poder vir a ser extraditado", que se veio agora a confirmar, mas reclama ser "tempo de mudança".

Aproveitou o momento para mencionar o Movimento Democracia na Europa 2025, uma iniciativa política pan-europeia fundada em 2015 por Yanis Varoufakis, antigo ministro das finanças da Grécia, do qual a atriz é adepta. "Os meus amigos do Movimento Democracia na Europa 2025 estão na direção certa. O vosso voto é um passo inicial", remata.

A ligação entre Julian Assange e Pamela Anderson já conta vários anos. Em março de 2017, questionada num programa de televisão sueco sobre um possível romance com o fundador da WikiLeaks, na altura já refugiado na embaixada do Equador,a atriz admitiu que estar a passar mais tempo com o australiano do que com qualquer outro homem", mas o facto de estar preso "dificultaria um pouco as coisas". Ainda assim, deixou a hipótese em aberto: "vamos ver o que acontece quando ele estiver livre."

Até no seu website Pamela Anderson fez questão de dissertar sobre Assange. "Ele deve ser o mais famoso e refugiado político do nosso tempo. Famoso por ser perseguido. E essa não é uma posição de poder, mas sim de vulnerabilidade. Estou preocupada. Julian preocupa-se muito com o mundo e, por causa do seu trabalho, fez muitos inimigos poderosos no mundo", pode ler-se.

Um dia "negro para a liberdade de imprensa"

Também Edward Snowden, ex-analista informático da Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos (NSA), se mostrou contra a detenção de Julian Assange. No Twitter, Snowden partilhou imagens do momento em que o hacker é detido e disse que este mesmo "irá acabar nos livros de história".

"Os críticos de Assange podem estar satisfeitos, mas este é um momento negro para a liberdade de imprensa", acrescenta.

Julian Assange está acusado de conspirar com Chelsea Manning para tentar aceder a um computador do governo dos EUA. Há já um pedido de extradição norte-americana e o fundador da WikiLeaks enfrenta uma pena máxima de cinco anos de prisão, segundo o Departamento de Justiça dos Estados Unidos.

Reino Unido satisfeito, Rússia revoltada

Já para a primeira-ministra britânica, a detenção de Assange foi uma vitória e prova que "ninguém está acima da lei". "Esta é agora uma questão legal perante os tribunais", afirmou Theresa May. A governante tornou ainda público um agradecimento à Polícia Metropolitana "por desempenhar as suas funções com grande profissionalismo", ao mesmo tempo que saudou a cooperação do governo equatoriano. O secretário dos negócios estrangeiros Jeremy Hunt acrescentou que a detenção é o resultado de "anos de diplomacia cuidada".

Por outro lado, a porta-voz da diplomacia russa acusa as autoridades britânicas de "estrangularem a liberdade".

Outro crítico é o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, que reagiu à detenção dizendo que espera que todos os direitos de Assange "sejam respeitados".

A ministra dos negócios estrangeiros australiano, Marise Payne, reforçou o apoio a Assange.

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