Palestinianos pedem a Trump que mantenha embaixada em Telavive

A maioria dos países, incluindo os Estados Unidos, mantém as respetivas embaixadas em Telavive e não em Jerusalém

As autoridades palestinianas pediram hoje ao Presidente norte-americano eleito, Donald Trump, que desista da ideia de transferir a embaixada dos Estados Unidos para Jerusalém e que mantenha a representação diplomática em Telavive.

Segundo a agência noticiosa palestiniana oficial WAFA, o Presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmud Abbas, enviou uma carta ao Presidente norte-americano eleito a alertar para os efeitos "devastadores" de tal medida, nomeadamente para os esforços liderados por Washington nas negociações com Israel para o estabelecimento de um Estado palestiniano.

A WAFA também indicou que Abbas contactou outros líderes mundiais e organizações internacionais, pedindo-lhes que "façam todos os esforços possíveis" para evitar a eventual mudança da representação diplomática norte-americana.

Os palestinianos reivindicam que Jerusalém Oriental, a parte leste da cidade de Jerusalém e atualmente sob domínio de Israel, seja a capital de um futuro Estado palestiniano. Esta zona foi anexada por Israel em 1967.

O atual governo israelita, liderado pelo primeiro-ministro conservador Benjamin Netanyahu, opõe-se a uma divisão da cidade.

A maioria dos países, incluindo os Estados Unidos, mantém as respetivas embaixadas em Telavive.

Durante a campanha eleitoral das presidenciais norte-americanas, Trump anunciou que mudaria a embaixada do país para Jerusalém e, em dezembro passado, nomeou o advogado David Friedman, um apoiante da construção de colonatos nos territórios ocupados da Cisjordânia, para ser o próximo embaixador dos Estados Unidos em Israel.

Friedman, cuja nomeação precisa de ser confirmada pelo Senado (câmara alta do Congresso), foi um dos principais conselheiros de Trump para as relações com Israel.

Donald Trump, o vencedor das eleições presidenciais do passado dia 08 de novembro, será empossado como o 45.º presidente dos Estados Unidos a 20 de janeiro numa cerimónia pública junto ao edifício do Capitólio, em Washington.

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