Pai e dois filhos que morreram afogados em Málaga não sabiam nadar

Depois da Guardia Civil concluir que a piscina onde morreram cumpria todos os requisitos e ter autorizado a sua reabertura, a filha e irmã das vítimas disse às autoridades que os familiares não sabiam nadar. Autópsias confirmaram a morte por afogamento.

O pai e os dois filhos, de 16 e 9 anos, que morreram esta terça-feira em Mijas (Málaga) afogados na piscina do hotel não sabiam nadar, de acordo com a família. A autópsia confirmou que o afogamento foi o motivo da morte. Esta é a conclusão da investigação forense do Instituto de Medicina Legal de Málaga, que na quarta-feira fez a autópsia aos três corpos. Fontes do organismo, citadas perlo El País, disseram que as vítimas não apresentavam qualquer tipo de contusão ou intoxicação, embora ainda estejam à espera do resultado das análises que estão no Instituto Nacional de Toxicologia de Sevilha.

Uma das filhas, que perdeu o pai e os dois irmãos, disse à Guarda Civil que nenhum dos três sabia nadar, segundo fonte próxima da investigação.

As vítimas são Gabriel Diya, de 53 anos, pastor na Igreja Cristã Redentora de Deus (RCCG), com sede em Londres, a filha Comfort e seu filho Praise Emmanuel. Foi a própria igreja a publicar a identidade das vítimas nas redes sociais, com uma mensagem

"Com o coração pesado, estendemos as nossas condolências à família, paróquia, amigos e associados do Pastor Gabriel Diya, que faleceu tristemente, juntamente com dois dos seus filhos - Comfort Diya (9 anos) e Praise Emmanuel Diya (16 anos) - num trágico acidente durante as férias da família na Espanha, no dia 24 de dezembro de 2019", lê-se no post partilhado pela igreja.

Os três membros da família morreram na terça-feira ao meio-dia na piscina do alojamento de férias onde estavam hospedados.

Tinham viajado para Málaga no dia 21 de dezembro para passar, com uma terceira irmã e a mãe, alguns dias de férias até 28 de dezembro. A Guarda Civil que investiga o caso encontrou a touca de banho da menina de 9 anos dentro do sistema de sucção da piscina e ao início a investigação direcionou-se para uma falha na estação de tratamento das águas da piscina.

Segundo o relato de testemunhas à Guarda Civil, a criança de 9 anos estava na piscina por volta das 13h30 quando pediu ajuda porque não conseguia sair da água. O irmão mais velho, de 16 anos, lançou-se à piscina para a ajudar e imediatamente depois atirou-se o pai. Nenhum dos três conseguiu sair da piscina - embora existissem várias escadas por onde podiam sair - e os três acabaram por morrer.

Segundo o El País, a equipa do hotel correu em direção à piscina assim que se ouviram os gritos da família. Tiraram os corpos da água e tentaram manobras de reanimação - chegaram a ser usados desfibrilhadores e houve até a intervenção do médico do resort. Quando os serviços de emergência chegaram ao hotel, já só puderam declarar o óbito.

A Polícia Judiciária da Guarda Civil recolheu declarações das pessoas que estavam naquela zona, assim como da mãe dos menores que morreram, que precisou de apoio psicológico.

O proprietário do complexo turístico Club La Costa World, onde a família estava hospedada, garantiu entretanto que a estrutura cumpre todos os requisitos e regulamentos em vigor.

Num comunicado emitido no dai de Natal, e citado pela agência Efe, o clube afirma que a Guarda Civil "levou a cabo uma investigação completa" a partir da qual se pode concluir que "a piscina cumpre todos os requisitos".

"Tudo isto confirmaria que se tratou de um acidente trágico, que nos causou grande comoção", lê-se no comunicado, precisando que a principal preocupação reside agora em cuidar e apoiar a família das vítimas.

O Club la Costa World adianta ainda já ter tido autorização para reabrir a piscina do complexo turístico.

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