Organizador de orgia com eurodeputado faz queixa da polícia

Queixoso comparou os agentes à Gestapo pela forma como atuaram na noite em que ditou o fim da carreira de um político húngaro de extrema-direita.

O Comité P, órgão independente de supervisão das polícias belgas, está a investigar os agentes chamados a intervir na festa ilegal que envolveu dois diplomatas e um eurodeputado na noite de 27 de novembro, no centro de Bruxelas.

Dirigido por um magistrado, o Comité P está a dar seguimento a uma queixa por homofobia formulada no princípio do mês pelo organizador da "orgia do confinamento".

David Manzheley, o organizador do evento com 25 participantes, apresentou uma queixa afirmando que a polícia agiu de forma homofóbica. Segundo a queixa a que o jornal De Standaard teve acesso, Manzheley declara que os agentes insultaram os participantes e Manzheley descreveu o comportamenro dos agentes como "a Gestapo na Alemanha nazi".

Os agentes em questão negam que tenham perdido o controlo durante a intervenção que pôs cobro a uma ilegalidade, uma vez que a orgia estava em contravenção às regras do recolher obrigatório, do número de pessoas juntas, e também por se realizar num estabelecimento noturno, o Monroe Bar.

Nas semanas seguintes a polícia belga interrompeu mais duas festas de cariz sexual com vários participantes, mas foi esta a que mais chamou a atenção, uma vez que nela participavam dois diplomatas (não identificados) e o eurodeputado húngaro József Szájer.

Apanhado pela polícia depois de ter fugido por uma caleira, e com drogas na mochila, o deputado, que pertencia ao partido do primeiro-ministro Viktor Órban, demitiu-se do cargo e inclusive desvinculou-se do Fidesz, partido contra os direitos das minorias.

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