Oposição na Escócia não apoia referendo sobre a independência

Nicola Sturgeon vai fazer lobbying junto dos diplomatas dos países da UE que trabalham no país

A primeira-ministra escocesa, Nicola Sturgeon, reuniu ontem de manhã o governo para discutir os próximos passos que o país deve dar na sequência da ressaca do referendo britânico. Apesar de o Reino Unido ter, no seu conjunto, dado a vitória ao brexit, na Escócia o bremain venceu com 62% dos votos.

A questão de um novo referendo sobre a independência em relação ao Reino Unido foi um dos temas em debate. "É uma opção que deve estar e está em cima da mesa", anunciou Sturgeon no final da reunião do Conselho de Ministros. "Para garantir que [o referendo] é uma hipótese viável, iremos trabalhar para garantir que a legislação necessária esteja pronta a tempo", acrescentou Nicola Sturgeon.

Há dois anos, em setembro de 2014, os escoceses foram chamados às urnas para dizer se queriam tornar-se um país independente, mas 55,3% dos eleitores disseram preferiam continuar a fazer parte do Reino Unido. Porém, o cenário agora mudou radicalmente.

Ainda assim, a pretensão de Sturgeon não recebe o apoio dos partidos da oposição. Ruth Davidson, chefe do Partido Conservador escocês - a segunda maior força política no país -, já afirmou que 1,6 milhões de votos em favor do bremain "não apagam os dois milhões que foram depositados há menos de dois anos" advogando a permanência no Reino Unido. "A forma de responder ao desafio da saída da UE não passa por abandonar a nossa união de nações, o nosso maior mercado e os nossos amigos mais próximos", sublinhou a líder da oposição na Escócia.

Na reunião de ontem do governo escocês ficou também decidido que a Escócia iniciará um esforço de lobbying junto dos países europeus de forma a que o país possa continuar a fazer parte da UE. Sturgeon irá convidar todos os diplomatas da União Europeia que trabalham na Escócia para um conclave a realizar nas próximas duas semanas.

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