ONU apela a diálogo para evitar violência em Moçambique

Instabilidade está a afetar a economia.

A representante das Nações Unidas na capital moçambicana apelou ontem ao governo da Frelimo e ao principal partido da oposição, Renamo, para manterem o diálogo político e não cederem a tentações maximalistas que conduzam ao estado de crise que persiste no país.

Bettina Maas declarou que "o secretário-geral das Nações Unidas [Ban Ki-moon], tal como as Nações Unidas aqui em Moçambique, acompanham a situação política" e "exortam as partes" a pautarem a sua atuação "pela cultura de paz e reconciliação nacional".

Apesar de Afonso Dhlakama ter entregado as armas da sua guarda pessoal às autoridades moçambicanas na passada semana, quando forças especiais da polícia invadiram a sua casa na Beira, as declarações contraditórias e, por vezes, incendiárias do dirigente da Renamo, assim como aquilo que alguns observadores consideram a "posição pouco flexível" do governo, estão a preocupar a comunidade internacional e a sociedade civil.

Após as eleições gerais de outubro de 2014, a Renamo recusa-se a reconhecer os resultados e tem ameaçado com a secessão das seis províncias em que surgiu como força política maioritária, e que correspondem às suas áreas de influência tradicional no Centro e no Norte de Moçambique. Uma proposta da sua autoria para a criação de autarquias provinciais foi entretanto chumbada pela Assembleia da República.

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