O maior ladrão de bitcoins da Islândia foge da prisão e apanha o mesmo voo que a primeira-ministra

O fenómeno é considerado o maior roubo de sempre no país

Sindri Thor Stefansson, detido por ter roubado 600 computadores com capacidade para minerar bitcoins, na Islândia, fugiu através da janela da prisão onde se encontrava e, em seguida, utilizou uma identidade falsa para apanhar um avião onde também seguia a primeira-ministra do país.

A fuga, noticia o The Guardian, aconteceu semana e meia após Stefansson ter sido transferido para uma prisão com segurança baixa.

Ultimamente a Islândia tem-se tornado num grande centro de mineração de bitcoins, um processo que envolve um grande uso de computadores para fazer os cálculos matemáticos complexos que resultam na moeda virtual.

Foi entre dezembro e janeiro que os cerca de 600 computadores foram furtados de dois grandes centros de dados, em quatro ocasiões, naquilo que foi descrito como o maior roubo de que há memória no país.

Os aparelhos estão avaliados em mais de 1,66 milhões de euros e ainda não foram encontrados. Porém, o cabecilha da rede acabou por ser detido, juntamente com outros dez indivíduos que são agora acusados do roubo.

O voo em que seguia a primeira-ministra islandesa teve Estocolmo como destino, pois a chefe do governo ia encontrar-se na capital sueca com o homólogo indiano, Narendra Modi. Daqui, Stefansson pode facilmente passar para outros países europeus, dentro do espaço Schengen.

A cadeia onde Stefansson estava preso dista a 59 quilómetros do aeroporto de Sogn, numa zona rural. Segundo as autoridades islandesas, a fuga também contou com um cúmplice.

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