Nova Iorque dá um passo atrás e volta a fechar escolas. Mais de um milhão de alunos com aulas à distãncia

A partir desta quinta-feira, a cidade de Nova Iorque volta a fechar escolas devido ao aumento de infeções pelo novo coronavírus. Mais de um milhão de alunos afetados pela medida.

Todas as escolas públicas de Nova Iorque vão fechar a partir desta quinta-feira e o ensino será feito novamente à distância. É a segunda vez que esta medida é aplicada durante a pandemia de covid-19. Um passo atrás dado pelas autoridades face ao aumento de novos casos positivos da doença.

"Este é um encerramento temporário e as escolas vão ser reabertas assim que for seguro fazê-lo", referiu, em comunicado, o diretor do Departamento de Educação de Nova Iorque, Richard Carranza. As escolas privadas não são abrangidas pela medida.

O presidente da câmara, o democrata Bill de Blasio, confirmou o encerramento das escolas públicas através do Twitter, referindo que a cidade atingiu o valor de 3% de testes positivos em sete dias. Afirmou que se trata de uma medida preventiva. "Devemos lutar contra uma segunda onda de covid-19", escreveu na rede social.

As autoridades nova-iorquinas tinham anunciado, durante o verão, que as escolas voltariam a encerrar se 3% de todos os testes feitos à presença do SARS-CoV-2 em toda a cidade tivessem resultado positivo.

O rácio de infeções contabilizadas aproximou-se desta percentagem na última semana, razão pela qual Nova Iorque decidiu voltar atrás no regresso do ensino presencial e Blasio aconselhou, na altura, os encarregados de educação para se preparem para o encerramento das instituições de ensino dentro de dias.

Nova Iorque tem mais de um milhão de estudantes no ensino público que agora continuarão os estudos inteiramente online.

Ensino presencial foi suspenso em março. Regresso às aulas presenciais foi faseado

Até ao final de outubro, apenas 25% dos estudantes tinha regressado às aulas presenciais, uma percentagem mais baixa do que aquela prevista pelas autoridades nova-iorquinas.

O regresso às aulas presenciais foi faseado: em 21 de setembro para as creches e estudantes com necessidades educativas especiais, em 29 de setembro para o ensino básico e 1 de outubro para o secundário.

Na altura, a percentagem de pessoas cujo resultado da testagem à presença do novo coronavírus era positivo, durante um período de sete dias, era menor do que 2%.

Apesar da reabertura, mais de 1000 estabelecimentos de ensino estiveram temporariamente encerrados durante este período, devido ao conhecimento de vários casos de covid-19 e ao aumento do número de infeções em várias secções da cidade, que obrigou a confinamentos nessas zonas.

À semelhança do resto do país, o ensino presencial em Nova Iorque parou a meio de março, altura em que a primeira vaga da pandemia atingiu os Estados Unidos.

Apesar de várias cidades norte-americanas terem decidido começar o novo ano letivo dando primazia ao ensino online, Bill de Blasio pressionou o regresso ao ensino presencial.

O autarca democrata justificou a pressão feita com a necessidade que vários estudantes tinham de aceder a serviços apenas disponíveis nas escolas, e que os encarregados de educação precisavam do regresso das aulas presenciais para poderem regressar ao trabalho.

Também estava equacionado um regresso faseado, com uma parte dos alunos a assistir às aulas presencialmente, e os restantes elementos da turma através da 'web'.

Este regresso ao ensino presencial estava inicialmente previsto para 10 de setembro, mas foi adiado por cauda da contestação de encarregados de educação, professores -- que ameaçaram fazer greve - e funcionários das escolas.

Na sequência da contestação, as autoridades nova-iorquinas comprometeram-se a contratar milhares de novos docentes e a fazer a testagem entre 10% e 20% de todos os alunos e funcionários mensalmente.

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1 339 130 mortos resultantes de mais de 55,6 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Os Estados Unidos são o país com mais mortos (248.687) e também com mais casos de infeção confirmados (mais de 11,3 milhões).

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