No Air Force One, Trump só quer a Fox News. CNN está proibida

Presidente americano ficou furioso por a televisão da mulher estar sintonizada na CNN. E ordenou a compra de mais dois televisores para ele e Melania poderem ver TV em quartos separados nas viagens ao estrangeiro

Na mais recente viagem ao estrangeiro, Donald Tump não gostou de ver a televisão da sua mulher, Melania, a bordo do Air Force One, sintonizada na CNN e ficou furioso com a equipa da Casa Branca por quebrarem uma regra básica para o Presidente dos Estados Unidos: só se deve ver a Fox News, revelou esta quarta-feira o jornal americano New York Times .

Melhor dito: no início de cada viagem, todos os televisores a bordo devem estar sintonizados no canal de televisão preferido de Trump, não na "fake news CNN", o "canal de notícias falsas", que é como o presidente americano classifica a CNN.

A fúria de Trump causou "um pouco de agitação" a bordo, segundo o relato que consta de um email trocado entre os gabinetes militar e de comunicação da Casa Branca, a que o New York Times teve acesso.

Aí se dão novas instruções ao pessoal, nomeadamente a necessidade de comprar dois novos televisores, para que o presidente e a primeira-dama possam ver televisão ao mesmo tempo nos seus quartos separados de hotel, quando viajam. O email especifica que estas televisões têm de aceder ao serviço de streaming Beam, semelhante ao TiVo, esclarece o jornal.

No final das mensagens trocadas por email, os responsáveis confirmam que as televisões devem estar sintonizadas na Fox News.

Segundo o diário americano, esta informação demonstra como - num momento no qual Trump é fortemente criticado pela forma como se comportou na cimeira de Helsínquia, ao lado do presidente russo, Vladimir Putin - o Presidente americano prefere ver a realidade selecionando um canal de notícias mais compreensivo com a sua política. Sem ter medo de tropeçar em canais noticiosos que divulgam informação pouco simpática.

Foi a CNN que divulgou (mais) uma gravação comprometedora para Donald Trump. Em setembro de 2016, Trump queria comprar "em dinheiro vivo" os direitos da história de Karen McDougal, em que esta antiga modelo da Playboy revelava o seu relacionamento íntimo com o magnata americano, o que Trump sempre negou.

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