Não fala espanhol, mas vai processar escola que não a contratou para ensinar a língua

Professora norte-americana alega que está a ser discriminada por não ser hispânica em Miami

Uma professora do estado norte-americano da Florida, EUA, vai processar a escola onde trabalha por ter sido rejeitada para dar aulas de espanhol, ainda que não fale a língua.

Segundo o The Guardian, que cita a AFP, Tracy Rosner, professora do terceiro ano numa escola primária, avançou com uma queixa por discriminação contra o agrupamento de escolas de Miami-Dade alegando que foi por ser caucasiana que o estabelecimento não lhe permitiu ficar com o trabalho.

Rosner, que trabalha há cerca de dez anos na Coral Reef Elementary, pediu no ano passado para ensinar "artes da leitura e da linguagem" no programa para aprendizagem de línguas estrangeiras, que permite aos alunos que estudem um idioma diferente do nativo durante uma hora por dia.

A escola rejeitou o seu pediu referindo, segundo a queixa que deu entrada na justiça, que os professores neste programa têm de falar espanhol. Os advogados da docente consideram que a posição lhe foi negada apenas devido à sua "raça e origem", por ser "não-hispânica" e, portanto, falante não nativa de espanhol. A professora alega ainda que a componente letiva de espanhol poderia ser dada por outro colega, sem comprometer a sua função no programa de línguas estrangeiras.

O processo de Rosner refere igualmente que como os não-falantes de espanhol são uma minoria na população do County de Miami-Dade - onde segundo os últimos censos cerca de dois terços da população são de origem latina - negar-lhe o emprego porque não fala espanhol é "discriminação laboral com base na raça e nacionalidade de origem".

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