Primeira dama turca diz que harém imperial "preparava mulheres para a vida"

Mulher do presidente Erdogan falou num evento oficial sobre os sultões otomanos em Ancara, de acordo com várias estações de televisão turcas.

A mulher do presidente Recep Tayyip Erdogan descreveu o harém do império Otomano como "um estabelecimento de educação que preparava as mulheres para a vida".

Os comentários da primeira-dama da Turquia surgem um dia depois do presidente Erdogan ter afirmado num discurso para comemorar o dia internacional da mulher, que uma mulher é "acima de tudo uma mãe".

O harém imperial era uma divisão do palácio ocupada por membros da família, empregadas (os únicos elementos do sexo masculino eram os eunucos) e as concubinas do sultão.

Os sultões que comandavam o império otomano tinham o harém imperial no palácio de Topkapi em Istambul (então Constantinopla), convertido num museu desde 1924.

Era neste local que passavam grande parte da vida doméstica, junto das mulheres e das concubinas, que chegavam às centenas.

Emine Erdogan disse que o harém era uma escola para os membros da dinastia Otomana e vários turcos utilizaram as redes sociais para criticar os comentários da primeira-dama.

No Twitter @GaziCaglar escreveu que "receber educação num harém não o torna numa escola".

Outro utilizador da mesma rede social atacou a primeira-dama e referiu que "aqueles que mencionam um harém não enviam as filhas para uma universidade americana", uma referência às duas filhas de Erdogan, ambas licenciadas na Universidade do Indiana, nos EUA.

Uma jornalista pró-governo defendeu as palavras da primeira dama e referiu que o harém era, de facto, um local onde as mulheres recebiam educação "ao contrário do que os europeus imaginam".

Em 2014 Erdogan declarou que "mulheres e homens não são iguais".

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