Mugabe já terá aceitado abandonar presidência do Zimbabué

O presidente do Zimbabué foi hoje afastado da liderança do partido no poder

Robert Mugabe, que hoje foi afastado da liderança do partido no poder, já terá aceitado abandonar a presidência do Zimbabué, segundo avançou uma fonte conhecedora das negociações à Reuters.

A agência France Press avança entretanto que Mugabe "vai dirigir-se à nação esta noite".

O Comité Central da ZANU-PF, que se reuniu de urgência para analisar a crise político-militar zimbabueana, decidiu hoje afastar Mugabe da liderança do partido, nomeando para o seu lugar o antigo vice-Presidente do Zimbabué, Emmerson Mnangagwa, afastado do cargo há duas semanas.

Além de passar a assumir a liderança do partido, Emmerison Mnangagwa foi também indicado, pelo partido no poder, para as eleições presidenciais.

O afastamento de Mnangagwa desencadeou um conjunto de reações em cadeia, culminando com a intervenção militar do exército que tomou o controlo do poder e impediu Mugabe, 93 anos, de continuar a manobrar politicamente para que a sua mulher, Grace, o substituísse na Presidência do país.

Grace Mugabe, aliás, foi também expulsa, "para sempre", do mesmo partido, bem como dois dos ministros mais próximos de Robert Mugabe, os da Educação Superior, Jonathan Moyo, e o das Finanças, Ignatius Chombo.

Depois de afastado da liderança do ZANU-PF, Mugabe voltou hoje a reunir-se com os generais do exército, pela segunda vez esta semana, informou o jornal estatal The Herald. Fontes oficiais de ambas as partes não têm revelado pormenores sobre as negociações, mas os militares parecem querer defender uma resignação voluntária de Mugabe para manter a legalidade na transição política que, inevitavelmente, se seguirá.

* com agências

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