Microsoft, Samsung e Apple investigam revelações da WikiLeaks

Várias das empresas cujos produtos foram alegadamente comprometidos pela CIA falam pela primeira vez do caso

A WikiLeaks revelou na passada terça-feira mais de 8000 documentos confidenciais da CIA. Nos mesmos, são explicadas várias táticas de espionagem e hacking (pirataria informática) que a agência de segurança norte-americana utiliza. Entre as alegações, foi destacada por todo o mundo a possível capacidade de a CIA conseguir iludir a segurança de smartphones e televisões para efeitos de espionagem.

Microsoft, Samsung e Apple, três das marcas visadas pela revelação dos documentos, reagem agora ao caso.

De acordo com a Apple, a "tecnologia usada neste momento no iPhone representa a melhor segurança de dados disponível para o consumidor".

"Os nossos produtos e softwares estão desenhados para rapidamente receberem atualizações de segurança", refere o comunicado da marca, de acordo com a BBC.

"A nossa análise inicial indica que muitos dos problemas indicados nos documentos divulgados já foram alvo de correção na última operação do sistema operativo. Continuaremos a trabalhar rapidamente para identificar mais vulnerabilidades", acrescenta a Apple.

A marca aconselha ainda os utilizadores a "fazerem o download da última versão do sistema operativo para terem as atualizações de segurança mais recentes".

A Samsung também reagiu, mas com declarações mais curtas. De acordo com a WikiLeaks, nos mais de 8000 documentos divulgados, a marca poderia ter as suas televisões, mais concretamente a série F8000, de acordo com a BBC, a serem usadas para espionagem através dos microfones do aparelho.

"Proteger a privacidade dos consumidores e a segurança dos nossos aparelhos é uma prioridade na Samsung. Estamos cientes do que foi divulgado e estamos a investigar", diz a gigante sul-coreana.

Enquanto a Microsoft referiu apenas estar "a par da situação" e prometer investigar, a Google não comentou as alegações de que a CIA teria sido capaz de hackear telefones Android. A Linux Foundation também ainda está para reagir.

Quem regula a privacidade na internet, a World Wide Web Foundation, diz que o governo dos EUA deve investigar o caso.

"Os governos devem salvaguardar a privacidade digital e a segurança dos seus cidadãos, mas estas alegadas ações da CIA mostram exatamente o oposto. Se isto for verdade, pedimos que a administração Trump e outros governos lutem contra tais práticas", afirmou Craig Fagan, diretor da organização.

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