A demissão depois do fracasso nas eleições

Partido Democrata obteve menos de 20% dos votos

Matteo Renzi decidiu demitir-se da liderança do Partido Democrata depois da derrota nas eleições de ontem. A notícia avançada pela agência noticiosa italiana Ansa, durante a manhã, foi agora confirmada pelo próprio Renzi.

"Deixo a direção do Partido Democrático",afirmou Matteo Renzi que anunciou ainda a convocação de um congresso para eleger o novo líder.

"A derrota obriga a que se abra uma nova página", explicou.

O PD sofreu "uma derrota clara e óbvia" e "é evidente que perante estas condições abandone a liderança do partido", declarou Renzi, numa conferência de imprensa em Roma, indicando ainda que pediu ao presidente do PD, Matteo Orfini, para convocar um congresso para eleger o próximo secretário-geral daquela força política.

Renzi defendeu que esse congresso, que deverá ser anunciado nas próximas semanas, deve garantir a eleição de um novo secretário-geral através de primárias.

A coligação de centro-esquerda liderada pelo governamental Partido Democrata (PD), de Matteo Renzi, ficou na terceira posição, tendo obtido no total 23,10% dos votos na Câmara dos Deputados e 23,16% no Senado.

O líder e candidato do Movimento Cinco Estrelas (M5S), Luigi di Maio, qualificou hoje de "históricos" os resultados obtidos pela sua formação nas eleições de domingo em Itália, em que o partido foi o mais votado.

"É um belo dia, apesar da chuva", comentou aos meios de comunicação, em Roma.

Di Maio, candidato a primeiro-ministro de Itália, qualificou os resultados "históricos" e assegurou ter sentido uma emoção "indescritível".

O líder político do Movimento afirmou ainda ter o direito de formar Governo. "Temos a responsabilidade de dar um Governo" à Itália, referiu Di Maio.

O M5S obteve 31,79% dos votos para o Senado, tendo já sido escrutinado 94% dos votos.

Para a Câmara dos Deputados, com pouco mais de 93% dos votos contados, conseguiu 32,20% dos votos, convertendo-se no partido unitário mais votado, num cenário sem maioria absoluta para governar.

No total, a coligação conservadora é a mais votada, ao somar 36,99% dos votos da Câmara dos Deputados e 37,46% no Senado, mas sem alcançar a maioria.

A coligação de centro-direita é formada pela Força Itália, de Sílvio Berlusconi (14,43% no Senado e 13,94% na Câmara dos Deputados), pelo partido de extrema-direita Liga Norte (17,89% no Senado e 17,71% na Câmara), Irmãos de Itália (4,35% no Senado e 4,27% na Câmara) e Quarto Polo (1,20% no Senado e 1,30% na Câmara).

Na terceira posição situa-se a coligação de centro-esquerda liderada pelo governamental Partido Democrata (PD), de Matteo Renzi, que no total obteve 23,10% na Câmara dos Deputados e 23,16% no Senado.

O líder histórico e deputado do M5S, Alessandro di Battista, qualificou os resultados de "apoteóticos" durante a noite eleitoral e abriu a possibilidade de estabelecer pactos com outros partidos para formar um governo estável.

"O resto terá de vir falar connosco", declarou di Battista.

Está previsto que Di Maio faça uma conferência de imprensa durante a tarde para comentar os resultados, cujo escrutínio ainda não foi concluído.

No momento, limitou-se a agradecer o consenso reunido: "Agradecemos a todos os que nos apoiaram e que foram próximos", escreveu no seu perfil oficial no Facebook.

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