Bélgica confirma um morto e três feridos no ataque em Nova Iorque

Vítima mortal estava de visita a Nova Iorque com a mãe e a irmã

Uma mulher belga morreu e outros três belgas ficaram feridos no ataque perpetrado na terça-feira por um homem de 29 anos, que investiu a carrinha que conduzia contra quem passava, em Manhattan, Nova Iorque.

Segundo o ministro dos Negócios Estrangeiros belga, Didier Reynders, citado na edição online do jornal belga Le Soir, a vítima mortal é originária de Roulers, na zona ocidental da região da Flandres, e estava de visita a Nova Iorque com a irmã e a mãe.

Na terça-feira, uma ciclovia movimentada perto do memorial do World Trade Center, em Manhattan, foi palco de um ataque cometido por um homem que investiu uma carrinha contra quem passava, causando pelo menos oito mortos e 11 feridos, segundo o mais recente balanço oficial.

A carrinha, alugada, atingiu várias pessoas, sendo depois abandonada pelo condutor, munido com duas armas de imitação nas mãos.

O homem acabou por ser detido, depois de ser baleado no abdómen e hospitalizado. As autoridades estimam que sobreviva.

A identidade do atacante não foi divulgada oficialmente pelas autoridades (que disseram simplesmente tratar-se de um homem de 29 anos), mas, segundo fontes citadas pela agência de notícias Associated Press, trata-se de Sayfullo Saipov, de 29 anos, natural do Uzbequistão, que chegou aos Estados Unidos em 2010, sendo titular de residência permanente. Com carta de condução da Flórida, tem residência em Nova Jérsia. Segundo o jornal New York Times, trabalhava como motorista da Uber e já estaria no radar da polícia americana.

O ataque - o primeiro em Nova Iorque com registo de mortos desde os atentados contra o World Trade Center a 11 de setembro 2001 -- causou oito mortos, entre os quais seis estrangeiros (para além da mulher belga, cinco argentinos), e feriu onze pessoas (cinco das quais estrangeiras: três belgas, uma alemã e um argentino), que estão hospitalizadas, mas fora de perigo.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já ordenou o reforço do controlo das entradas de estrangeiros no país.

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