Mais um deputado deixa o Partido Trabalhista. Já são nove

Ian Austin, eleito por Dudley North, garantiu que não se vai juntar ao grupo de independentes criado pelos outros oito deputados que deixaram o Labour em choque com o líder Jeremy Corbyn e por três deputadas que saíram do Partido Conservador.

Foi a "cultura de extremismo, antissemitismo e intolerância" no Partido Trabalhista que levou Ian Austin a sair do partido. O deputado por Dudley North junta-se assim a outros oito eleitos do Labour que deixaram a formação para criar um grupo de independentes no Parlamento britânico. Mas Austin garante que não tenciona juntar-se a eles.

Em declarações ao Express and Star, Austin explicou que aiu do Labour por respeito pelos seus eleitores, uma vez que "sempre lhes disse a verdade e nunca lhes poderia pedir para elegerem Jeremy Corbyn como primeiro-ministro".

O líder trabalhista, as acusações de antissemistismo que pesam sobre ele e a sua posição dúbia em relação ao Brexit foram os principais motivos que levaram estes deputados a deixar o Labour.

Ao grupo de independentes juntaram-se entretanto três deputadas que saíram do Partido Conservador.

Para Austin, o verdadeiro problema é que "o Labour está em quebrado e as coisas precisam de mudar mas não é isso que está em causa hoje". E explicou ainda não ter falado com o novo grupo de independentes.

"Estou espantado com as ofensas que Jeremy Corbyn e o Partido Trabalhista fizeram aos judeus", afirmou Austin, antes de garantir que "a extrema-esquerda está agora à frente do Labour".

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